Imóveis: Cosmos e Piedade foram os bairros que valorizaram na capital

Indicador aponta crescimento de 39,8% na venda de imóveis no Brasil inteiro

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Bairro da Piedade visto da Universidade Gama Filho (Foto: J.C.Cardoso)
Bairro da Piedade visto da Universidade Gama Filho (Foto: J.C.Cardoso)

Cosmos, na Zona Oeste, e Piedade, na Zona Norte, não estão na lista dos bairros mais famosos e valorizados da capital fluminense. No entanto, surpreenderam e assumiram a liderança de outro ranking: o das regiões onde os imóveis à venda ficaram mais caros no primeiro trimestre de 2024.

Nos dois endereços, o preço médio do metro quadrado teve alta superior a 15%. Em Cosmos, a variação entre janeiro e março foi de 25,4%, com o metro quadrado saltando para R$ 5,9 mil. Já em Piedade, a alta foi de 16,9%, para R$ 4,9 mil por metro quadrado. Riachuelo, também na Zona Norte, fecha o Top 3, com um aumento de 9,9% no preço médio do metro quadrado, para R$ 4,7 mil. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pela startup Loft.

Pesquisa do Secovi Rio (Sindicato da Habitação) mostrou que a Zona Norte liderou as transações imobiliárias em 2023. Apenas outros três bairros também apresentaram valorização acima de 5% no período: Portuguesa (alta de 9,5%, com o metro quadrado custando agora R$ 8,2 mil), Inhoaíba (9,3%, para R$ 5,5 mil) e Bonsucesso (5,1%, para R$ 5,2 mil).

Apesar da valorização, a mediana dos preços por metro quadrado em Cosmos e na Piedade segue bem abaixo do praticado nos bairros mais caros do Rio. No último mês, o preço médio do metro quadrado no Leblon era de R$ 21,8 mil. Já em Ipanema, o valor médio era de R$ 19,5 mil por metro quadrado.

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No Brasil, as vendas de novos imóveis registraram uma alta de 39,8% no acumulado de 12 meses, encerrados em janeiro de 2024. Ao todo, foram comercializadas 171.627 unidades, aponta indicador da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc)/Fundação Instituto de Pesquisas Econômica (Fipe). O bom desempenho das comercializações foi impulsionado tanto pelo segmento de Médio e Alto Padrão quanto pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, estabelecendo assim um novo recorde para o índice. O volume de vendas alcançado no início do ano é também o mais alto registrado até então para o período inicial das séries de vendas anuais. O estudo foi elaborado com dados de 20 empresas do setor.

O segmento Médio e Alto Padrão continua a apresentar bom desempenho nas vendas, com alta de 15% no volume de unidades comercializadas e de 22,1% no valor de vendas. Apesar de uma redução de 0,4% no valor total lançado nesse segmento, há uma indicação clara de uma readequação gradual nos níveis de estoque do Médio e Alto Padrão. Atualmente, a duração da oferta está em 15 meses, contra os 24 meses registrados no início de 2023.

Já o Minha Casa, Minha Vida apresentou um aumento significativo tanto no volume de unidades comercializadas (52,6%) quanto no valor total de vendas ao longo dos doze meses (65,3%). Além disso, registrou-se um acréscimo expressivo de 57,1% no valor de venda dos lançamentos. Esses resultados positivos refletem as medidas implementadas para ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa renda e destacam a importância de manter regras estáveis para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, fundamental para o crédito imobiliário destinado a essa população. Iniciativas recentes, como a regulamentação do RET de 1% e o FGTS Futuro, fortalecem ainda mais a habitação popular, aumentando o poder de compra das famílias e facilitando a aquisição da casa própria. Essas ações também impulsionam o desenvolvimento social e econômico do país, contribuindo para o aumento da geração de empregos e renda.

A relação distrato sobre venda no Médio e Alto Padrão segue em um baixo patamar (11,5%), ressaltando a eficácia do marco legal estabelecido em 2018. Para se ter uma ideia, quando a Lei dos Distratos foi sancionada, essa relação era de cerca de 40%.

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