Imóveis residenciais novos registram retração em abril

Mês foi o segundo seguido com redução em vendas, tanto comparado com março como ante o mesmo mês de 2019.

Conjuntura / 16:46 - 1 de jun de 2020

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De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), em abril, foram vendidas 1.923 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 28,3% inferior ao mês anterior (2.683 unidades) e ficou 27,7% abaixo das vendas de abril de 2019 (2.658 unidades).

No acumulado de 12 meses (maio de 2019 a abril de 2020), as 51.162 unidades comercializadas representaram um aumento de 60,2% em relação ao período anterior (maio de 2018 a abril 2019), quando foram negociadas 31.944 unidades.

O Valor Global de Vendas (VGV) atingiu R$ 539,1 milhões, 48,1% abaixo do registrado em março (R$ 1,04 bilhão) e 57,1% inferior ao volume de abril de 2019 (R$ 1,3 bilhão) - valores atualizados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) de abril de 2020.

Em termos de lançamentos, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), a capital paulista totalizou em abril 1.902 unidades residenciais, volume 8% superior ao apurado em março de 2020 (1.761 unidades) e 44,5% abaixo do registrado em abril de 2019 (3.424 unidades).

No acumulado de 12 meses (maio de 2019 a abril de 2020), os lançamentos na cidade somaram 63.963 unidades, 57,5% acima das 40.617 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (maio de 2018 a abril de 2019).

A capital paulista encerrou o mês de abril com a oferta de 33.968 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados foi 0,7% inferior à registrada em março de 2020 (34.205 unidades) e 55,2% acima do volume de abril do ano passado (21.882 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (maio de 2017 a abril de 2020).

Por faixa de preço, os imóveis com valor de até R$ 240 mil lideraram os indicadores de vendas (1.346 unidades) e de oferta final (16.133 unidades), tiveram o maior VSO (7,7%) e o maior VGV (R$ 254,5 milhões). Unidades na faixa de R$ 240 mil a R$ 500 mil registraram a maior quantidade de lançamentos (1.079 unidades). Os imóveis com preços superiores a R$ 1,5 milhão tiveram o maior VGO (R$ 5,6 bilhões).

Considerando a metragem, os imóveis com menos de 45 m² de área útil lideraram em todos os indicadores: vendas (1.667 unidades), oferta (22.403 unidades), VGV (R$ 375,5 milhões), VGO (R$ 5,4 bilhões), lançamentos (1.836 unidades) e apresentaram o maior VSO (6,9%).

Os imóveis de dois dormitórios destacaram-se em todos os indicadores: vendas (1.491 unidades), oferta (19.271 unidades), VGV (R$ 356,3 milhões), VGO (R$ 6,1 bilhões), lançamentos (1.144 unidades) e no VSO (7,2%), resultado das 1.491 unidades comercializadas em relação aos 20.762 imóveis ofertados.

A análise por zonas da cidade demonstra que a região Sul liderou em vendas (572 unidades), oferta (11.391 unidades), lançamentos (587 unidades) e VGV (R$ 167,1 milhões). A Zona Norte registrou o maior VSO (7,8%) e a região Oeste ficou com melhor VGO (R$ 7,2 bilhões).

Para segmentar os imóveis econômicos, o Secovi-SP elegeu as faixas de preço enquadradas nos parâmetros do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e de preço do metro quadrado de área útil, com o limite de aproximadamente R$ 7.000,00, conforme a data e a cidade de lançamento do empreendimento.

Em abril, 1.342 unidades vendidas e 774 unidades lançadas estavam enquadradas como econômicas. A oferta totalizou 16.076 unidades disponíveis para venda, com VSO de 7,7%.

No segmento de mercado de médio e alto padrão, a pesquisa identificou 581 unidades vendidas, 1.128 unidades lançadas, oferta final de 17.892 unidades e VSO de 3,1%.

Abril foi o segundo mês consecutivo de redução nas vendas, tanto em comparação com março quanto em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete um cenário totalmente diferente que o mercado vinha apresentando até fevereiro deste ano.

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