Imóveis residenciais: venda cresceu 44% no acumulado do ano

Quando o assunto é aluguel, entretanto, diminuiu a oferta de imóveis e valores aumentaram em diversos bairros.

De janeiro a novembro deste ano, a venda de imóveis residenciais na cidade do Rio de Janeiro apresentou crescimento de 44%, em comparação com o mesmo período do ano passado, superando 40 mil unidades vendidas, somando aproximadamente R$ 30 bilhões em negócios.

Somente no mês de novembro, o crescimento nas vendas de imóveis na Zona Sul foi de 18%, em comparação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 848 unidades. Já na Barra e no Recreio houve uma queda de -11%, em relação ao mesmo período de 2020, com um total de 596 unidades.

De acordo a última pesquisa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o crédito imobiliário no país alcançou a marca histórica de R$ 203 bilhões financiados ao considerarmos os últimos 12 meses até outubro. Com isso, podemos notar que mesmo com a inflação em alta, com o IPCA acumulando 10,67% nos últimos 12 meses e com a consequente alta dos juros, as pessoas têm recorrido ao crédito imobiliário para comprar o seu imóvel, é o que aponta os números do setor frente aos anos anteriores.

Ao analisar a participação dos principais bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro referente às vendas acumuladas de janeiro a novembro, o crescimento registrado foi de 62% em relação ao mesmo período de 2020, somando 8.834 unidades. Os bairros com maior participação no total de transações foram Copacabana, com 25,4%, seguido por Botafogo e Flamengo com 12,9%, Leblon 9,0%, Ipanema 8,7% e Laranjeiras 7,1%. Todos os demais bairros analisados, juntos, somaram 23,9%.

De janeiro a novembro, todos os bairros analisados no estudo tiveram crescimento expressivo nas vendas, de no mínimo 2 dígitos, em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo: Urca +173%, Flamengo +153, Gávea +135%, Leme +118%, Santa Teresa +99%, Glória +92%, São Conrado +89%, Catete +88%, Lagoa +65%, Humaitá +60%, Botafogo +57%, Jd. Botânico +55%, Laranjeiras +52%, Barra +48%, Jd. Guanabara +45%, Copacabana +44%, Ipanema +43%, Recreio +35% e Leblon +28%.

A análise foi elaborada pela área de inteligência da HomeHub, e teve como base a arrecadação de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) da Prefeitura do Rio.

Já a quantidade de imóveis residenciais vagos, disponíveis para locação – a chamada vacância baixou pelo segundo mês consecutivo e está em 18,6%. Antes da pandemia, a taxa era de 14%, e era considerada alta. A vacância ideal é de 8 a 10%.

É o que mostra estudo da Apsa, que verificou valores em cerca de 15.400 ofertas anunciadas. Dentre os 16 bairros com maior oferta de imóveis residenciais usados para alugar no Rio de Janeiro, 12 apresentaram no mês de outubro maior procura pelos inquilinos, com a consequente redução da oferta de imóveis vagos.

A maior diminuição foi na Zona Sul: a taxa de vacância média reduziu cerca de 25% em relação ao que estava três meses atrás e hoje está em 14,6%. O bairro do Leblon ainda mantém a maior quantidade de imóveis vazios, de 19,5%. Ou seja, a cada cinco imóveis, praticamente um está desocupado. Em seguida, vem Copacabana, com 18,5%; Ipanema (18,3%), Laranjeiras (16,7%) e Botafogo (14,0%). Já os bairros Flamengo (11,6%), Catete (11,3%) e Leme (10,8%) ajudaram a reduzir a vacância da região por terem tido maior procura.

Já a Zona Norte baixou a taxa em 2,5% com relação a três meses atrás, mas a taxa média atual se mantém alta, em 28,9%. No Rio Comprido, por exemplo, está em 22,9% e no Méier 18,1%. E na Grande Tijuca e adjacências, a vacância é 4,7% menor que há três meses, com a taxa atual de 18,1%. A Tijuca tem a maior vacância (19,8%). Em seguida, estão: Vila Isabel (16,5%), Maracanã (15,3%) e Grajaú (12,5%). A busca por casas pode ter reduzido a vacância no bairro.

O Centro está com a taxa maior do que no mês passado, em 37,8%.

Na Zona Oeste, o Recreio se destaca pela menor taxa de vacância da cidade: 6,7%.

A quantidade de imóveis alugada em outubro teve queda de 15,9% com relação a de setembro de 2021, mas foi 9,5% maior do que a do mesmo mês no ano anterior. Já a velocidade de locação de alguns bairros aumentou. Na Tijuca, os imóveis levavam cerca de 127 dias para alugar em 2020, e agora são ocupados em 68 dias. Em Botafogo, caiu de 111 para 53 dias. Na Barra da Tijuca, passou de 129 dias para 51.

Na Zona Sul, a maior redução do valor de aluguel anunciado foi no Catete, que caiu 4,26% frente ao mês anterior (R$ 34,13). Já Botafogo reduziu 0,31% (R$ 38,34), Ipanema 0,09% (R$ 63,44), Leme 0,21% (R$ 37,70). Os bairros cujos aluguéis foram anunciados com aumento de valores são: Copacabana, com aumento de 4,37%, chega a R$ 36,56; Flamengo, com mais 3,32%, chega a R$ 35,83; Laranjeiras, com mais 1,26%, está em R$ 33,67, e o Leblon, com crescimento de 1,88%, volta a ser o metro quadrado mais caro, a R$ 63, 98.

Na Zona Oeste, a Barra da Tijuca continua aumentando. Está 11,5% maior frente ao mês anterior, indo para R$ 48,66/ m². Com isso, já é o terceiro bairro mais valorizado no Rio de Janeiro. O Recreio também teve aumento, de 2,17%, e chega a R$ 31,49.

Na Tijuca e adjacências, houve mais redução de valores em Vila Isabel, com -5,20%, passando a R$ 20,42 por metro quadrado; no Maracanã, de -2,45%, a R$ 22,72.

O Méier diminuiu em 0,88%, e o metro quadrado custa R$ 18,00 e o Rio Comprido aumentou 1,79%, e está em R$ 19,93.

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