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Imóvel comercial: SP teve os maiores valores tanto para venda como locação

Valor de locação comercial tem alta de 11,5% em ano em Campinas e impulsiona construção de prédios corporativos

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Cartaz 'passo o ponto' em fachada de prédio
Passo o ponto (Foto: J.C.Cardoso)

De acordo com os últimos resultados do Índice Fipe Zap, medidos em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os preços de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² registraram discreta oscilação negativa em julho de 2024 (-0,02%), enquanto os valores de locação desse segmento avançaram marginalmente no referido mês (0,09%).

Ainda segundo o levantamento, os preços de venda de salas e conjuntos comerciais avançaram 0,29% no ano (até julho), enquanto o aluguel comercial subiu, em média, 5,21% no mesmo período. Comparativamente, o IPCA (medido pelo IBGE) e o IGP-M (medido pela FGV) registraram altas de 2,87% e 1,71%, respectivamente.

Os preços de venda de imóveis comerciais registraram ligeira queda de 0,04% nos últimos 12 meses, contrastando com a valorização acumulada de 7,64% no caso do aluguel de salas e conjuntos comerciais. Para fins comparativos, os índices de preço de referência apresentaram as seguintes variações em 12 meses: 4,50% (IPCA/IBGE) e 3,82% (IGP-M/FGV).

O valor médio de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² foi avaliado em R$ 8.415/m² , no caso de imóveis para venda, e de R$ 44,42/m² entre unidades destinadas para locação. Considerando as 10 cidades monitoradas pelo índice, São Paulo apresentou os maiores valores médios tanto para venda (R$ 10.091/m²) quanto para locação (R$ 52,97/m²).

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Em julho deste ano, especificamente, o retorno médio do aluguel de imóveis comerciais foi calculado em 6,54% ao ano – percentual acima da rentabilidade projetada para a locação de imóveis residenciais (5,96% ao ano).

Ainda de acordo com o Índice Fipe Zap Comercial de junho de 2024, a volta gradativa do trabalho presencial tem impulsionado a procura por espaços corporativos e comerciais em Campinas. A valorização acumulada dos preços médios de locação na cidade, em 12 meses, teve alta de 11,55%.

Segundo o indicador, Campinas é a segunda cidade brasileira que obteve mais alta acumulada do preço de locação, ficando atrás de Niterói (na Região Metropolitana do Rio), que fechou com 12,9%. Os números demonstram que a demanda por imóveis corporativos está em alta, impulsionada principalmente pela criação de novos empregos especializados, investimentos locais e a instalação de novas empresas na Região Metropolitana de Campinas.

“As mudanças de zoneamento implementadas pelo novo Plano Diretor transformaram as áreas residenciais em potenciais locais para as empresas, o que tem impulsionado este aumento da demanda”, explica Franco Pasquali, economista e CEO da 3Z Realty.

Pasquali explica que nos últimos três anos, houve procura acentuada por imóveis acima de 1.000 m² para escritórios e até prédios inteiros que acabam sendo locados para monousuários, principalmente em regiões nobres de Campinas. “Os prédios corporativos considerados como boutique têm se tornado uma tendência na cidade. As empresas estão prezando pela qualidade do ambiente de trabalho, procurando locais com espaços mais amplos, e planejados para socialização e convivência de seus funcionários”, afirma.

Franco Pasquali aponta que umas das regiões de maior desenvolvimento na cidade é o bairro Nova Campinas, que está recebendo inúmeros edifícios corporativos nos últimos anos, por conta da mudança recente no Plano Diretor.

Para o economista, a cidade de Campinas está em uma localização privilegiada e de fácil acesso às rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Dom Pedro, além de estar perto do aeroporto de Viracopos que é o segundo maior terminal de cargas do país. “Campinas é o centro do conhecimento de ponta e polo tecnológico do país por conta da Unicamp. Portanto, todos estes fatores tornam a região de Campinas uma das melhores áreas para instalação de grandes e médias empresas, que possui, ao menos, seis cidades que estão entre as 100 que mais geram riqueza para o Brasil”, aponta.

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