Imóvel de dois dormitórios é o preferido em SP

Secovi-SP: capital teve, em março, 96,4% mais lançamentos do que no mesmo mês do ano passado.

Pesquisa de Mercado Imobiliário (PMI), realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em março a comercialização de 6.494 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, resultado 36,4% superior ao total vendido no mesmo mês de 2021.

No acumulado de 12 meses (abril de 2021 a março de 2022), as 67.248 unidades comercializadas representaram aumento de 22,3% em relação ao período anterior (abril de 2020 a março de 2021.

O Valor Global de Vendas (VGV) atingiu no mês R$ 3,16 bilhões, resultado 66,4% maior que o de março de 2021 (R$ 1,90 bilhão) – valores deflacionados pelo Índice Nacional de Custo de Construção (INCC-DI), medido pela Fundação Getúlio Vargas, referente a março de 2022. Em 12 meses (de abril de 2021 a março de 2022), o VGV totalizou R$ 32,3 bilhões, ficando 9,3% acima do volume registrado no mesmo período de 2021.

A cidade de São Paulo encerrou março com 63.450 unidades disponíveis para venda, total 51,7% superior volume do terceiro mês de 2021 (41.837 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (abril de 2019 a março de 2022).

Foram lançadas no mês de março, segundo levantamento do Secovi-SP, 6.869 unidades residenciais, volume 96,4% maior que o verificado em igual mês de 2021 (3.497 unidades). Em 12 meses (de abril de 2021 a março de 2022), os lançamentos na capital paulista somaram 86.061 unidades, resultado 36,9% acima do total verificado no período anterior (de abril de 2020 a março de 2021).

Imóveis de dois dormitórios destacaram-se em todos os indicadores: maior volume de lançamentos (3.798 unidades), vendas (3.935 unidades), oferta (34.171 unidades), VGV (R$ 1.170,9 milhões), VGO (R$ 12,0 bilhões) e maior VSO (10,3%) – resultado das 3.935 unidades comercializadas em relação aos 38.106 imóveis ofertados.

Os imóveis na faixa de 30 m² e 45 m² de área útil também lideraram em todos os indicadores: vendas (3.568 unidades), VGV (R$ 891,4 milhões), lançamentos (3.193 unidades), oferta (29.665 unidades), VGO (R$ 7,9 bilhões) e maior VSO (10,7%).

Por faixa de preço, unidades com valores até R$ 240 mil registraram os melhores indicadores de vendas (2.736 unidades), lançamentos (2.658 unidades), maior VSO (11,1%). Imóveis com preços acima de R$ 1,5 milhão lideraram em VGV (R$ 915,4 milhões) e maior VGO (R$ 12,3 bilhões). Os imóveis na faixa de R$ 240 mil a R$ 500 mil tiveram a maior quantidade de oferta (23.966 unidades).

Para segmentar os imóveis econômicos, o Secovi-SP elegeu as faixas de preço enquadradas nos parâmetros do programa Casa Verde e Amarela, conforme a data e a cidade de lançamento do empreendimento.

Em março deste ano, 49% das unidades vendidas e 42% das unidades lançadas foram enquadradas como econômicas, correspondendo, em termos absolutos, a 3.185 unidades vendidas e 2.902 unidades lançadas. O total da oferta disponível para a venda desse tipo de imóvel foi de 25.733 unidades (49% do total), com VSO de 11,0%.

Nos outros mercados, a pesquisa apurou que foram comercializadas 3.309 unidades, lançadas 3.967 unidades, com oferta final de 37.717 unidades e VSO de 8,1%.

Pesquisa recente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) fez um balanço do mercado da construção civil nos últimos 12 meses. O levantamento aponta bom desempenho do setor, mesmo na crise ocasionada pela pandemia.  No período, a pesquisa mostrou que o Índice Geral do Mercado Imobiliário (IGMI-R), da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) teve uma valorização de 17,63% nos preços, contra uma alta de 11,30% no IPCA do país, índice que mede a inflação. Ou seja, o retorno financeiro para quem investiu em imóveis 6% acima da inflação oficial.

O Produto Interno Bruto, que cresceu 4,6% no Brasil em 2021, aumento destaque desde 2010. Desse número, o PIB da construção civil aumentou 9,7%, também o melhor desempenho para o setor desde 2010 – em comparação com 2020, esse PIB teve aumento de 16%.

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