Imóvel: supermercado e farmácia perto é o que mais pesa

Localização tem preferência de 28%; segundo critério de escolha, visado por 19% do total dos proprietários, foi o valor.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), juntamente com a Brain Inteligência Estratégica, divulgou, recentemente, levantamento sobre os aspectos que os consumidores levam em consideração na hora de escolher um imóvel para compra. A pesquisa revelou que o fator que mais influencia é a localização. A pesquisa Jornada de Compra do Imóvel ouviu pessoas que compraram imóveis em 2021 e o bairro onde o imóvel está foi apontado no topo das motivações de compra de 60% delas – os serviços mais procurados por esses compradores são os supermercados, citado por 40% dos que priorizam localização, seguido das farmácias, preferência de 28%. O segundo critério de escolha, visado por 19% do total dos proprietários, foi o valor.

Em relação às opções além da moradia que os imóveis oferecem, 66% das pessoas ouvidas falaram que estariam dispostos a pagar mais para ter energia solar; 47% para ter academia; 45% para ter churrasqueira na varanda; 40% para ter piscina; e 32% pagariam a mais para ter playground e espaço pet. O estudo também observou que, para 80% dos entrevistados, o local onde se mora influencia diretamente na qualidade de vida.

O Indicador Abrainc-Fipe do último trimestre móvel (novembro, dezembro de 2021 e janeiro de 2022) apontou para a manutenção da tendência de alta nos lançamentos imobiliários. Os dados consolidam um movimento positivo do setor que se manteve firme no primeiro mês do ano puxado, principalmente, pela performance do segmento de médio e alto padrão.

De acordo com pesquisa realizada com 18 empresas associadas à Abrainc, os lançamentos de imóveis somaram 57.028 unidades no período, contribuindo, assim, para uma alta de 42% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Ao longo dos últimos 12 meses, encerrados em janeiro, a alta é de 30% (160.184 imóveis novos) sobre o período precedente. Comparativamente, foram comercializadas 33.623 unidades no último trimestre móvel, o que representa uma retração de 7% em relação ao volume transacionado no mesmo período de 2021. Já no acumulado nos últimos 12 meses, as 144.193 unidades comercializadas superaram em 3% as vendas registradas no intervalo anterior. Em paralelo, as vendas líquidas, excluindo-se as unidades distratadas no mesmo período, registraram um recuo de 7,3% no último trimestre móvel, embora ainda exibam crescimento de 4,8% no acumulado dos últimos 12 meses.

No último trimestre móvel, os lançamentos de empreendimentos de médio e alto padrão tiveram expansão de 235,7% (26.493 unidades), contribuindo para um crescimento de 250,5% no volume lançado em 12 meses (67.299 unidades).

Em relação às vendas do segmento, a apuração do período aponta uma elevação de 46% em relação no mesmo período de 2021 (8.788 unidades) e 29.135 unidades comercializadas nos últimos 12 meses (crescimento de 26,8%).

Já os empreendimentos participantes do Programa Casa Verde Amarela, responsáveis pela maior parte dos lançamentos (57%) e das vendas (79%) residenciais, nos últimos 12 meses, mantiveram sua posição e desempenho destacados no mercado imobiliário. Em termos de unidades lançadas, o segmento registrou alta de 5%, no último trimestre móvel, com 30.529 unidades e queda de 11% nos últimos 12 meses com 92.410 imóveis.

No que diz respeito às comercializações de imóveis novos do Casa Verde Amarela, o recuo foi de 18,7% no último trimestre móvel com 24.177 unidades vendidas, colaborando para a variação negativa de -1,2% nos últimos 12 meses com 112.3711 imóveis vendidos.

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