Importações de bens de capital caíram 3,5% de janeiro a novembro

As importações de bens de capital totalizaram US$ 22 814,3 milhões nos 11 meses de 2020 e registraram queda de -3,5%, ante o mesmo período do ano anterior, quando o montante chegou a US$ 23 630,6 milhões, segundo dados do Ministério da Economia, compilados pela Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei).

O volume de equipamentos de transporte industrial importados (subcategoria que se enquadra em bens de capital) teve baixa de -25,6%, passando de US $3.750,4 milhões, para US $2 788,6 milhões. Já nas importações classificadas como “exceto equipamentos de transporte”, houve alta de 0,7% de janeiro a novembro de 2020, na comparação com 2019, totalizando US$ 20.025,7 milhões, ante US$ 19 880,2 milhões.

Para Paulo Castelo Branco, economista e presidente-executivo da Abimei, a queda das importações de bens de capital por um longo período de 2020 é decorrente aos fortes impactos da pandemia do novo coronavírus.

“Os números evidenciam que o setor de importações de bens de capital registrou queda em comparação com o mesmo período de 2019. Neste ano, a estimativa é que haja fortalecimento do ‘setor industrial no Brasil’ por meio da retomada em massa dos meios de produção para produtos manufaturados”, comenta Paulo Castelo Branco, presidente-executivo da entidade.

A categoria bens intermediários registrou queda de -12,4%, passando de US$ 99.363,1 milhões nos 11 meses de 2019 para US$ 87 654,9 milhões no mesmo período de 2020. As importações de peças e acessórios para bens de capital (subcategoria de bens intermediários) diminuíram -6,4%, obtendo US$ 18 337,6 milhões nos meses avaliados em 2020, ante US$ 19 583,9 milhões de janeiro a novembro de 2019.

Já na subcategoria peças e equipamentos de transporte houve recuo de -35,2% nas importações, caindo de US$ 10 548,3 milhões para US$ 6 833,9 milhões. As importações totais tiveram queda de -14,7% de janeiro a novembro de 2020 e movimentaram US$ 140.486,5 milhões, ante US$ 164 792,0 milhões no mesmo período do ano anterior.

As vendas reais da indústria ficaram estáveis na passagem de novembro para dezembro, conforme aponta o Levantamento de Conjuntura da Fiesp/Ciesp. Entretanto, estão 10,3% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). As horas trabalhadas na produção cresceram 1,2% frente a novembro e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) apresentou alta 0,7 p.p, atingindo 78,2%. Este é o oitavo aumento consecutivo dos itens.

Ainda segundo o levantamento, as horas trabalhadas estão acima 4,4% do patamar pré-pandemia, ao passo que o Nuci superou em 2,5 p.p. e encontra-se apenas 1,1 p.p abaixo da média histórica (79,4%). Os resultados apresentados indicam que a indústria de transformação paulista exibiu forte e rápida reação após o pior momento para a atividade econômica nos meses de março e abril.

Apesar da expressiva reação a partir de maio, a indústria paulista encerrou o ano com resultados negativos. As horas trabalhadas na produção caíram 5,4% em 2020 e o Nuci apresentou redução de 1,6%. Já as vendas reais registraram virtual estabilidade, caindo somente 0,1% no ano passado.

De acordo com a pesquisa Sensor, a indústria de transformação paulista manteve a tendência de crescimento em janeiro, primeiro mês de 2021, porém com leve perda de ritmo. O indicador Sensor fechou em 50,5 pontos no mês de janeiro, na série com ajuste sazonal, resultado inferior ao de dezembro (51,4 pontos) e a leitura de novembro (53,4 pontos). Números acima dos 50,0 pontos indicam expansão da atividade industrial paulista para o mês. O indicador Mercado passou de 52,1 em dezembro para 47,5 pontos em janeiro, sinalizando condições de mercado menos favoráveis no período.

Já Vendas apresentaram progresso no mês, tendo seu índice alterado de 50,1 pontos em dezembro para 52,2 pontos em janeiro. Resultados acima de 50,0 pontos, indica expectativa de aumento das vendas no mês em relação ao anterior.

Nessa leitura, os níveis de Estoque continuam abaixo do nível planejado. O índice avançou de 52,1 pontos para 53,3 pontos no mês. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

E o nível de Emprego permaneceu praticamente estável, passando de 50,6 pontos 50,0 pontos em janeiro. Resultados próximos dos 50,0 pontos indicam estabilidade do emprego da indústria paulista.

Por fim, o componente Investimentos mais uma vez apresentou arrefecimento em relação ao mês anterior, atingindo 44,7 pontos em janeiro contra 48,7 pontos registrados na leitura de dezembro. Com o indicador abaixo dos 50 pontos, os investimentos demonstram redução no mês.

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