Importador líquido

A diminuição da participação do comércio exterior brasileiro nas transações comerciais mundiais, de 0,96% em 1997 para 0,86% no ano passado, apesar da desvalorização cambial feita há mais de um ano é meio, é reflexo da falta de uma política industrial específica para empresas que importam e exportam. A opinião é de Adhemar Mineiro, economista do Departamento de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e membro do Conselho Federal de Economia, que alerta para o fato de que está crescendo o volume de exportações não apenas de componentes que vão ser reexportados em produtos como também em produtos que acabam vendidos no mercado interno. Alguns setores tornam-se “importadores líquidos”.
Recorda Mineiro, que integra o Conselho Editorial do MONITOR MERCANTIL, que a abertura sem o suporte de política industrial específica já ocorreu no Governo Collor e se ampliou no Governo FH. Lamenta que há impacto interno na cadeia produtiva tanto em termos de emprego quanto da produção propriamente dita. Acrescentou o economista que muitas empresas foram destruídas e as que permaneceram passaram a trabalhar com alto volume de componentes importados. Cita como exemplo as áreas de brinquedos e de eletro-eletrônicos.

Limite distante
Para azar de quem achou o programa uma competição sem sentido, No Limite não vai ficar restrito apenas à televisão. Elaine Melo, a vencedora da gincana, planeja esticar os R$ 300 mil que recebeu e programa o lançamento de um livro, um diário em que contará as experiências vividas no programa. Além de contratar uma assessoria de imprensa, Elaine quer incrementar o livro com análises feitas pelo psicoterapeuta americano Rhandy di Stéfano.

Empreiteiro
Pesquisa que o IBGE divulga hoje mostra que o setor público foi o que mais contratou obras. As informações constam da Pesquisa Anual da Indústria da  Construção (Paic) de 1998, que será apresentada junto com os resultados regionais da Indústria de julho de 2000.

Faminto
Foi tumultuada a passagem do ministro da Previdência, Waldeck Ornellas, no Conseguro, terça-feira, no Hotel Intercontinenal. Irritado com o assédio dos participantes do evento, a assessoria do ministro, por volta 12h40, deu um ultimato à empresa organizadora: “Ou o ministro almoça agora ou cancela a entrevista.” Primeiro a almoçar, o ministro se retirou para uma sala distante, seguido uma multidão de jornalistas. Muitos ainda com gosto de macarrão na boca.

Termômetro
Talvez a maior prova do sucesso do plebiscito sobre a dívida externa e o acordo com o FMI, organizado pela CNBB e diversas entidades, tenha sido as páginas e páginas que Malan e colunistas amigos gastaram para dizer que tudo não passava de uma bobagem.

Para valer
Uma das bíblias do neoliberalismo, a Business Week traz em sua última edição uma amostra da atuação das agências regularadoras da Venezuela, que, ao contrário de suas congêneres no Brasil, funcionam para valer. Segundo a revista, os defeitos com pneus Firestone em carros da Ford tiveram início naquele país, tendo causado 64 mortes. Como punição, o Instituto de Defesa e Educação do Consumidor (Indecu) aplicou multas às duas empresas que somaram US$ 1,3 milhão.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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