Impostômetro já marcou R$ 100 bilhões

Segundo a Associação Comercial de SP, é necessário trabalhar 153 dias no ano somente para pagar impostos.

Conjuntura / 11:10 - 13 de jan de 2020

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Não foram necessárias nem duas semanas completas em 2020 para que R$ 100 bilhões deixassem o bolso dos brasileiros em direção aos cofres dos governos. Esse é o valor que o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostrou às 12h50 deste domingo, montante que envolve impostos, taxas e contribuições pagos pela população desde o início do ano.

O valor arrecadado nos 12 primeiros dias do ano é semelhante ao registrado em 2018 e 2019 em 13 de janeiro, o que mostra que a economia ainda segue um ritmo lento de recuperação. Para Emílio Alfieri, economista da ACSP, o que explica a arrecadação elevada em uma economia morna é a eleva carga tributária que temos no país.

Reduzir essa carga de impostos, segundo o economista, não está na mira de governantes e congressistas nesse momento.

"Mesmo arrecadando muito, os governos gastam muito. Esse valor de R$ 100 bilhões, por exemplo, é equivalente ao déficit público esperado para 2019", lembra Alfieri.

O economista da ACSP diz que mesmo com os esforços do Governo Federal para fazer o ajuste fiscal, principalmente por meio de reformas, não haveria espaço para reduzir a carga tributária.

"As propostas de reforma tributárias que tramitam no Congresso não reduzem a carga, buscam simplificar o sistema, o que já seria um avanço. Vale lembrar que hoje temos mais de 60 tributos vigorando", diz Alfieri.

Sem perspectivas de uma redução nos impostos, é importante que os brasileiros tenham consciência daquilo que estão pagando aos governos para que possam cobrar um retorno - na forma de serviços púbicos - compatível ao da grandeza da arrecadação.

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