De acordo com a projeção elaborada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) com a FIA Business School, a taxa de inadimplência (recursos livres) deve ficar entre 5,44% e 6,19%, com média estimada de 5,82% para janeiro de 2024, o que implica uma redução de 0,09 p.p. em relação ao valor real de outubro de 2023 (último valor divulgado) e um aumento de 0,05 p.p. em relação ao valor estimado para dezembro de 2023.
Para Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School, “considerando o aumento de atrasos (recursos livres) observado, é razoável esperar uma taxa de inadimplência entre 5,82% e 6,19% para o mês de janeiro de 2024”.
Já estudo da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, aponta que divorciados demoram mais tempo para quitar dívidas e solteiros são os que mais devem.
Entre os endividados desse grupo, 49% devem há mais de dois anos – 3% a mais que a média de 46% identificada pela pesquisa – e 36% têm contas atrasadas entre seis meses e dois anos. Já 37% têm certeza de que irão pagar as dívidas, outros 34% acreditam que vão conseguir quitar e, por fim, 6% já desistiram de pagar.
A pesquisa também apontou que 44% dos devedores são solteiros, 42% casados, 12% divorciados e 2% viúvos. Ao todo, foram entrevistados 11.541 inadimplentes cadastrados na base de dados da Serasa em outubro deste ano, sendo 52% homens e 48% mulheres.
Na classificação por faixa etária, 28% dos endividados têm entre 31 a 40 anos; 24% entre 41 e 49 anos; 21%, de 50 a 60; 13%, de 25 a 30; 7%, de 18 a 24; e também 7%, 61 anos ou mais.
Desemprego (23%), redução de renda (20%) e falta de controle ou desorganização financeira (12%) são apontados como os principais motivos para o endividamento.

















