Inadimplência da carteira de crédito soma R$ 92 bi, a maior desde 2012

313
Dinheiro, cédulas de real
Credito (Foto: ABr/arquivo)

De acordo com o Painel de Operações de Crédito do Banco Central, o país iniciou 2022 com R$ 4,6 trilhões (dados de dezembro de 2021) em carteira de crédito (o dinheiro que empresas e pessoas físicas têm em empréstimos tomados). Ainda segundo o mesmo levantamento, a taxa de inadimplência equivale a 2% desse montante. Ou seja: as dívidas não pagas referentes à carteira correspondem a R$ 92 bilhões.

Essa inadimplência registrou ligeiro crescimento, se comparada ao final de 2020, quando, em dezembro daquele ano, estava em 1,86%. Em termos percentuais, a situação é melhor que 10 anos atrás, por exemplo, quando essa inadimplência atingiu 3%. Em contrapartida, àquela altura a carteira de crédito pouco passava dos R$ 2 bilhões. Em outras palavras, em cifras absolutas, os R$ 92 bilhões de inadimplência atuais são o maior montante desde 2012, pelo menos.

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em parceria com o Sebrae, as mulheres brasileiras são boas pagadoras e lideram o índice de adimplência no país, mas na hora de obter uma linha de crédito elas enfrentam dificuldades e quando conseguem pagam taxas mais caras que os homens. De acordo com o levantamento, 55% das empreendedoras classificam como difícil ou muito difícil conseguir crédito no Brasil.

O estudo, divulgado no Dia Internacional da Mulher deste ano, mostra ainda que elas querem crédito para incrementar o capital de giro (38%), pagamento de dívidas (35%), ampliação do negócio (35%) e compra de estoque e insumos (25%). Outro estudo realizado pelo Sebrae em 2019 aponta que o valor médio de empréstimos liberados para as mulheres é de aproximadamente R$ 13 mil a menos que a média aprovada para os homens, além de pagar taxas de juros 3,5 pontos percentuais acima do sexo masculino. Já em relação aos índices de inadimplência, 3,7% das mulheres estão inadimplentes, enquanto os homens apresentam um indicador de 4,2%.

Espaço Publicitáriocnseg

Leia também:

Inflação pesou mais para as famílias de maior renda em maio

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui