Inadimplência segue caindo e deve ficar entre 5,68 e 6,26%

Quase 30% dos brasileiros estão extremamente preocupados com suas finanças por conta dos acontecimentos mundiais e economia global

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Dinheiro (foto de Marcello Casal Jr., ABr)
Dinheiro (foto de Marcello Casal Jr., ABr)

Os resultados da redução da inflação vêm se traduzindo consistentemente na redução da inadimplência (IPCA: 0,23% em agosto de 2023 contra 0,53% em janeiro de 2023). O programa Desenrola Brasil também tem uma contribuição, porém marginal. A taxa de inadimplência projetada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) – FIA Business School (recursos livres) deve ficar entre 5,68% e 6,26%, com média estimada 5,97% para outubro de 2023, o que implica uma redução de 0,09 p.p. em relação ao valor real de agosto de 2023 e estabilidade em relação ao valor estimado para setembro de 2023.

Considerando-se a queda de atrasos (recursos livres) observada, é razoável esperar uma taxa de inadimplência entre a média (5,97%) e o limite inferior (5,68%) do intervalo estimado para o mês de outubro de 2023:

“Embora as indicações apontem na direção da queda da inadimplência os resultados são ainda instáveis. As pressões sobre a inflação diminuíram, mas a núcleos de resistência vindos principalmente do setor de serviços”, afirma Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School.

Neste início do mês de outubro, os brasileiros estão preocupados quando o assunto é dinheiro: é o que aponta a onda 23ª do Barômetro da Toluna, que entrevistou 1.053 pessoas (amostra representativa nacional) em setembro. O levantamento concluiu que 29% dos consumidores estão extremamente preocupados com as suas situações financeiras. Apesar disso, 45% dos que responderam à pesquisa esperam estar com os gastos um pouco mais ajustados daqui a 3 meses. Em maio, na 22ª onda, 73% dos que responderam à pesquisa esperavam estar numa situação financeira bem melhor até o final do ano e 34% mostravam-se confiantes em gastar dinheiro nos próximos meses.

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Os brasileiros também estão segurando os gastos: apenas 7,5% estão extremamente confiantes em fazer despesas nos próximos meses – a nível mundial, essa porcentagem é de 8%. E 35% estão bastante preocupados com o aumento do custo de vida. Em maio, 72% dos brasileiros estavam adiando grandes gastos até que o clima econômico estivesse mais estável.

Apesar disso, a 43% dos brasileiros sente-se segura em seu emprego, contra 24% que afirmam estar preocupados com suas situações no trabalho. A onda anterior apurou que 40% sentiam-se inseguros em suas posições profissionais. Em nível global, 43% dos entrevistados também afirmam sentirem-se seguros em seus empregos.

O levantamento apurou que os gastos nos quais os brasileiros pretendem investir mais nos próximos meses serão: investimentos (50%), melhorias na casa (48%), viagens de férias (47%) e gastos com saúde (43%). Os gastos que serão menos priorizados são: despesas com assinaturas de streaming e entretenimento (31% reduzirão), roupas para trabalhar (27% deixarão de gastar nisso) e lazer (24% vão investir menos nisso).

A situação financeira preocupante também acaba afetando a saúde dos brasileiros: 36% deles afirmam que o alto custo de vida está impactando em sua sanidade e bem-estar. E 33% estão altamente preocupados com a escalada da inflação.

E se a ideia é pedir algum dinheiro emprestado para aliviar o clima, os brasileiros pensam em recorrer à família em primeiro lugar: 57% dos que responderam à pesquisa pediriam dinheiro para os parentes. Em segundo lugar, correriam para os amigos (23%) e depois iriam para os bancos (22%).

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