Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostra que a inadimplência está caindo. Nos últimos cinco meses, mais de 2,6 milhões de brasileiros saíram dessa condição. Mas o ritmo é lento: três em cada 10 famílias estão com as contas atrasadas. Entre as mais pobres, com renda mensal de até três salários mínimos, esse percentual sobe para 36%. Já o grupo de endividados, que inclui qualquer pessoa que compra parcelado e que paga ou não em dia, atinge 76% das famílias, 2 pontos percentuais a menos que no mesmo período de 2022.
Vários motivos levam ao endividamento dos brasileiros. Segundo os especialistas, a renda média dos trabalhadores, que é de quase R$ 3 mil por mês, é um deles. Uma prestação de R$ 300 já compromete 10% do orçamento de muitas famílias. Outro problema é que, com a facilidade de parcelar as compras, as pessoas se esquecem de fazer as contas. E o que parecia uma vantagem acaba se tornando uma dívida difícil de quitar. O número de pessoas que dizem que não vão conseguir pagar o que devem aumentou em relação a novembro de 2022: são 12,5% das famílias; 17% entre as que ganham menos. Ainda segundo a pesquisa, 86% fizeram dívidas com o cartão de crédito.
Já de acordo com a edição mais recente do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, 71,81 milhões de consumidores (43,82% da população) fecharam o mês de novembro com pendências financeiras – redução de 143,5 mil pessoas (0,12%) em relação ao mês anterior.
O levantamento identificou que o público de 41 a 60 é o que mais têm dívidas (35%), seguido pelos consumidores de 26 a 40 anos (34,4%). Pessoas acima de 60 anos aparecem na terceira posição do ranking, representando 18,5% dos endividados.
A maior parte dos débitos é referente a pendências com bancos e cartões (28,97%). Em seguida, aparecem segmentos como utilities – contas de gás, água e luz – (23,38%), financeiras (16,46%) e varejo (11,14%).
No cenário nacional, o número de pessoas com pendências financeiras no país diminuiu, após três meses de crescimento consecutivos. 71,81 milhões de consumidores do país (43,82% da população) fecharam o mês de novembro com pendências financeiras – redução de 143,5 mil pessoas (0,12%) em relação a outubro.
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