Indicador Antecedente da Economia cresceu 7% em junho

Segundo pesquisador, últimos resultados refletem efeitos da recessão iniciada no primeiro trimestre, principalmente no mercado de trabalho.

Conjuntura / 14:59 - 14 de jul de 2020

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O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace), publicado em parceria entre o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e The Conference Board (TCB), subiu 7,0% em junho para 107,2 pontos. Sete das oito séries componentes contribuíram positivamente para o resultado, com a maior contribuição vindo dos Índices de Expectativas da Indústria e Serviços.

O Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, recuou 4,7% para 92,8 pontos, no mesmo período.

"Os últimos resultados do ICCE ainda refletem os efeitos da recessão iniciada no primeiro trimestre do ano, principalmente sobre o mercado de trabalho. Por sua vez, o avanço do Iace sinaliza a recuperação esperada como resultado do início do relaxamento das medidas de distanciamento social, apesar de uma incerteza ainda elevada desse processo em relação às dinâmicas da pandemia e do próprio nível de atividade econômica", diz Paulo Picchetti, do Ibre.

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados "ruídos", colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

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