Indicador antecedente de emprego da FGV sobe 4,7 pontos em maio

Segundo estudo, melhora tem sido influenciada pela flexibilização das medidas restritivas e do avanço do programa de vacinação.

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou crescimento de 4,7 pontos na passagem de abril para maio deste ano. Essa é a segunda alta consecutiva do indicador, que havia subido 1,6 ponto de março para abril.

Com o resultado de maio, o Iaemp chegou a 83,4 pontos. O indicador busca antecipar tendências do mercado de trabalho com base em entrevistas com consumidores e com empresários da indústria e dos serviços. A principal contribuição para a alta deste mês veio do componente da Situação Atual dos Serviços.

O Estado de São Paulo fechou o primeiro trimestre, no acumulado, com saldo positivo de 254.648 empregos formais, de acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Após o declínio do resultado de emprego ao final de 2020, o estado de São Paulo iniciou o primeiro trimestre de 2021 com uma retomada acentuada na geração de empregos. Esse desempenho está diretamente associado ao panorama geral do país, com resultados bastante expressivos no período analisado, sobretudo em fevereiro, se comparado ao fatídico desempenho no mercado de trabalho no ano passado, devido aos impactos causados pela pandemia da Covid-19.

Apesar de os números apresentarem uma retomada da atividade econômica, os índices de controle da pandemia sofreram variações significativas nos primeiros meses do ano e como consequência, houve reclassificações de diversas regiões no Plano São Paulo para o controle da pandemia. A piora acentuada nos índices de controle da pandemia, em fevereiro, contribuiu para a regressão de todos os munícipios do estado para a fase vermelha do Plano São Paulo, etapa de restrição de mobilidade e funcionamento de comércios e serviços não essenciais mais rigorosa, medida essa seguida pela adoção de uma fase emergencial.

O governo do estado deu continuidade às medidas de apoio aos setores mais afetados pela pandemia. O anúncio de programas de auxílio, como o Programa Bolsa-Trabalho, que tem como objetivo oferecer bolsa-auxílio de empregos e cursos profissionalizantes para a população desempregada, e o pacote para um plano econômico e fiscal de auxílio a estabelecimentos com faturamento mensal de até R$ 30 mil, foram algumas das medidas adotadas no primeiro trimestre do ano. Segundo o portal do governo, as instituições financeiras Desenvolve SP e Banco do Povo ofereceram, até então, cerca de R$ 2 bilhões em recursos para os setores mais afetados pela pandemia.

O programa de imunização contra a Covid-19 tem sido continuamente aplicado de maneira consistente em São Paulo, de acordo com o planejamento do estado, junto ao Instituo Butantan e o Programa Nacional de Imunização. A vacinação da população é vista pelos especialistas como o ponto-chave para o combate à pandemia e a recuperação definitiva das atividades.

O desempenho do mercado de trabalho dos municípios sofreu os impactos das atividades econômicas e das transições do Plano São Paulo de maneira variada, na qual a relação dos saldos de empregos, agrupados pelas respectivas regiões administrativas.

Dentre os grupos de atividades econômicas, o setor de serviços surpreende com uma participação total de 42% sobre o saldo de empregos no primeiro trimestre do ano. Vale lembrar que o setor de serviços foi o mais afetado pela pandemia em 2020, como apurado na edição anterior desse boletim. Do saldo de 254.648 empregos formais no primeiro trimestre de 2021, 106.954 vieram do setor de serviços; o setor de indústria geral obteve saldo de 70.856 (27,83%), seguido pelo setor de construção com 36.576 (14,36%), setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca de aquicultura com 34.495 (13,55%) e logo mais o setor de comércio com saldo de 5.767 (2,26%) empregos gerados.

 

Com informações da Agência Brasil

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