Após 5 meses de queda, indicador de emprego volta a subir

Melhora foi puxada pelo setor de serviços. Nove em cada 10 empregos foram criados pelos pequenos negócios em março.

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 4,5 pontos de março para abril deste ano. Com o resultado, o indicador atingiu 79,5 pontos, o maior nível desde dezembro de 2021 (81,8 pontos). Essa foi a primeira alta após cinco meses seguidos de queda.

O Iaemp antecipa tendências do mercado de trabalho, com base em entrevistas com consumidores e com empresários dos setores da indústria e de serviços. Depois de cinco meses de queda, o IAEmp voltou a subir em abril. A melhora no mês precisa ser contextualizada porque o indicador continua em patamar baixo e foi puxada pelo setor de serviços, que foi mais impactado por ondas da pandemia, como no início em 2022, e que ainda tem espaço para recuperação. O principal desafio nos próximos meses será a manutenção desse resultado positivo que dependerá da melhora do ambiente macroeconômico”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Segundo a FGV, em abril os sete componentes do Iaemp contribuíram para a alta do indicador, com destaque para a situação atual dos negócios dos serviços (alta de 1,6 ponto) e da indústria (alta de 1,2 ponto).

Micro e pequenas empresas

As micro e pequenas empresas (MPEs) expandiram, no último mês de março, a sua participação proporcional na geração de novos postos de trabalho no país. O segmento, que tem sido o maior responsável pela criação de empregos ao longo dos últimos anos (em especial no período da pandemia), abriu nada menos que 88,9% de todas as vagas no terceiro mês de 2022. De acordo com levantamento feito pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia, os pequenos negócios tiveram mais de 1 milhão de admissões e um saldo positivo de 121 mil empregos.

No acumulado do ano, o Brasil já acumula um saldo de 615 mil novos postos de trabalho, sendo que as micro e pequenas empresas foram as grandes fornecedoras de emprego, com 430 mil vagas (o que corresponde a 70% do total). Por sua vez, as médias e grandes contabilizaram um saldo de 148 mil empregos (24,1% do total). A comparação entre o primeiro trimestre de 2021 e o primeiro trimestre deste ano mostra cenários relativamente semelhantes. Todos os portes de empresa apresentaram saldos positivos, sendo que as MPE tiveram resultados quase três vezes maior do que as médias e grandes.

O setor de serviços continua sendo a principal força geradora de empregos no país. Em março, as MPE desse segmento contrataram 74.255 pessoas, totalizando, até o momento, 273.698 novos postos de trabalho, em 2022.

No comércio, tanto as MPE quanto as médias e grandes empresas (MGE) apresentaram saldos mais tímidos de emprego, contudo, no acumulado do ano, as médias e grandes foram as que mais fecharam postos de trabalho (foram 43.361 mil desligamentos nas MGE, contra 17.434 das micro e pequenas empresas).

 

Com informações da Agência Brasil

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