Indicador de mercado de trabalho fica abaixo do período pré-pandemia

Segundo FGV, avanço na vacinação pode contribuir para a retomada do processo de recuperação.

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 1,6 ponto de março para abril deste ano. Com isso, o indicador chegou a 78,7 pontos, recuperando 18% da queda acumulada nos três meses anteriores.

O indicador encontra-se abaixo do patamar de fevereiro de 2020, período pré-pandemia de Covid-19, que estava em 92 pontos.

O Iaemp busca antecipar tendências do mercado de trabalho brasileiro para os próximos meses, com base em entrevistas com consumidores e empresários da indústria e dos serviços.

“O resultado mantém o indicador em patamar baixo refletindo as dificuldades do mercado de trabalho em retornar ao nível anterior à pandemia. O avanço no programa de vacinação e a redução da incerteza podem contribuir para a retomada do processo de recuperação interrompido com o agravamento da pandemia e ajudar com que as empresas se sintam mais seguras para voltar a contratar”, disse o economista da FGV, Rodolpho Tobler.

Pesquisa da Mindsight aponta que 40% dos brasileiros acreditam que a idade tem sido um empecilho na busca por emprego. O levantamento feito com mais de 1.881 pessoas descobriu que 29% já sofreu algum tipo de preconceito nos processos seletivos por conta de sua idade. Os respondentes estavam buscando emprego no mês de março e o estudo descobriu que a maior concentração de desempregados está entre pessoas de 17 anos ou menos e 51 anos ou mais, totalizando 70% e 71% dos respondentes de cada faixa etária, respectivamente. Estes mesmos grupos também foram os que mais relataram que a idade tem sido um empecilho para conseguir empregos remotos durante a pandemia, totalizando 85% e 71% dos respondentes de cada faixa, respectivamente.

Em terceiro lugar vieram as pessoas entre 41 a 50 anos, com 66% dos participantes desempregados e em busca de recolocação e 56% enfrentando dificuldades para conquistar uma vaga remota. Entre as pessoas de 25 a 30 anos, a taxa de desemprego cai para 58%, a menor taxa entre todas as faixas etárias entrevistadas. Este grupo é o que tem tido menos empecilhos para conseguir um trabalho remoto, com apenas 21% dos respondentes afirmando ter dificuldade.

Em relação ao nível profissional dos participantes, a taxa de desemprego é maior entre os estagiários e aqueles em cargos plenos, com 68% e 65%, respectivamente. Essa proporção cai para 55% e 59% entre aqueles que estão em posições de especialistas/gerentes e C-Level, respectivamente.

Outro ponto de destaque está no recorte por nível profissional – 81% dos profissionais em cargos de estágio ou júnior relataram já terem perdido oportunidades por não terem todas as exigências da vaga.

Em contrapartida, 46% dos profissionais em nível sênior ou C-Level precisaram omitir suas habilidades para concorrerem às vagas ofertadas, uma vez que demandam uma remuneração mais elevada por conta de suas experiências. A pesquisa avaliou também a percepção dos participantes em relação a preconceitos devido à sua faixa etária no mercado de trabalho. Enquanto para a maioria dos participantes até 40 anos isso não é uma realidade, aqueles com mais de 41 já enfrentaram discriminação por causa da sua idade – 43% dos respondentes entre 41 e 50 anos e 66% daqueles com 51 anos ou mais afirmaram já ter passado por uma situação desse tipo.

 

Com informações da Agência Brasil

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