Índice de confiança da indústria cresce 0,2 ponto em julho

Segundo CNI, indicador no mês permaneceu acima dos 50 pontos em todos os setores; produtos de madeira é o mais confiante.

Os 30 setores industriais analisados pelo Confederação Nacional da Indústria (CNI), em julho, estão confiantes na economia e na situação de suas empresas. Esse foi o terceiro mês consecutivo em que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) permaneceu acima dos 50 pontos para todos os setores. O indicador varia de zero a 100, sendo 50 pontos a linha de corte entre um cenário positivo e negativo.

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o resultado marca um período de confiança disseminada entre todos os setores da indústria. Em março e abril, empresários de determinados setores industriais haviam mostrado falta de confiança, em resposta ao agravamento da pandemia e à necessidade de novas medidas restritivas às atividades econômicas.

O indicador caiu em 11 setores em julho na comparação com junho.

“Contudo, desses 11, em nove deles, a queda foi inferior ou igual a 1,5 ponto. Os setores que registraram queda de confiança mais intensa foram produtos de borracha, com queda de 3,5 pontos, e bebidas, com um recuo de 2,7 pontos. Mesmo assim, o índice nesses setores continua elevado”.

Os setores mais confiantes na economia são: produtos de madeira, químicos, máquinas e equipamentos, metalurgia e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Segundo o IBGE, o número de empresas industriais do país chegou a 306,3 mil em 2019, com queda acumulada de 8,5%, ou menos 28,6 mil empresas, desde 2013. Essas empresas ocupavam 7,6 milhões de pessoas, contingente que vem recuando há seis anos, acumulando queda de 15,6%, com menos 1,4 milhão de trabalhadores, desde 2013. Os dados constam da Pesquisa Industrial Anual Empresa 2019 (PIA Empresa), divulgada hoje.

As indústrias movimentaram R$ 3,6 trilhões de receita líquida de vendas e pagaram um total de R$ 313,1 bilhões em salários e outras remunerações. A atividade gerou um total de R$ 1,4 trilhão de valor de transformação industrial (VTI), sendo 90,1% decorrentes das indústrias de transformação. Esse total é resultado da diferença entre um valor bruto da produção industrial de R$ 3,3 trilhões e os custos de operações industriais, de R$ 1,9 trilhão.

O faturamento bruto total das empresas em 2019 alcançou R$ 4,8 trilhões, sendo 82,5% da venda de produtos e serviços industriais, 8,3% decorrentes da receita gerada por atividades não industriais, e 9,2% por outras receitas, como rendas de aluguéis, juros relativos a aplicações financeiras, variações monetárias ativas e resultados positivos de participações societárias.

As oito maiores empresas industriais concentravam 24,7% do VTI. A participação das indústrias extrativas no VTI subiu de 11,7% para 15,2% em dez anos. A indústria de transformação perdeu participação, mas ainda concentra 84,8% do VTI das atividades industriais do país.

A participação da fabricação de veículos no ranking do VTI nacional caiu da 3ª para 6ª posição entre 2010 e 2019. A Região Sudeste perdeu participação desde 2010, mas ainda concentrava 57,7% do VTI em 2019.

A indústria pagava, em média, 3,2 salários mínimos em 2019. As indústrias extrativas tinham a maior média salarial (4,6 salários mínimos), enquanto as indústrias de transformação pagavam, em média, 3,1 salários mínimos.

O porte médio da indústria era de 25 pessoas ocupadas por empresa. As indústrias extrativas ocupavam 30 trabalhadores por empresa e as indústrias de transformação, 25.

 

Com informações da Agência Brasil

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