Índices de confiança do comércio e serviços sobem em junho

Segundo a FGV, índice de serviços subiu 5,7 pontos em junho e chegou a 93,8 pontos.

Os índices de confiança do comércio e do setor de serviços cresceram na passagem de maio para junho. Segundo da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança de Serviços subiu 5,7 pontos em junho e chegou a 93,8 pontos, o maior valor desde fevereiro de 2020 (94,4 pontos), período pré-pandemia de covid-19.

O Índice da Situação Atual, que mede a percepção dos empresários de serviços sobre o presente, teve alta de 4,7 pontos e atingiu 88,7 pontos. O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, cresceu 6,7 pontos e alcançou para 99,1 pontos.

O Índice de Confiança do Comércio subiu 2 pontos e chegou a 95,9 pontos, patamar mais alto desde setembro de 2020 (99,6 pontos). A confiança do empresariado do comércio cresceu em quatro dos seis setores pesquisados pela FGV.

A alta do setor foi puxada pelo Índice de Situação Atual, que avançou 9,3 pontos e chegou a 104,2 pontos. O Índice de Expectativas por outro lado, recuou 5,9 pontos e atingiu 87,6 pontos.

Em São Paulo, o recorte estadual do Índice Nacional de Confiança (INC-SP) da Associação Comercial da capital (ACSP) aponta que a percepção de um futuro melhor do consumidor para a economia cresceu pela primeira vez em 2021. O indicador de junho mostrou 65 pontos na confiança, três a mais que em maio.

Esse fato, no entanto, não refletiu diretamente na realidade que o paulista está vivenciando neste momento. Os entrevistados veem como críticas as situações financeira e de emprego em São Paulo. Do total, 58% dizem estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com a vida que levam hoje. Além disso, ainda há 69% dos entrevistados que ou ficaram desempregados ou conhecem alguém que tenha ficado fora do mercado de trabalho nos últimos seis meses.

Como o paulista ainda está sem dinheiro, ele também não vê que é a hora de pensar em consumo. Das pessoas ouvidas, 48% disseram não estar seguras para comprar um carro ou uma casa, enquanto que 46% não pensam em comprar fogão ou geladeira. O percentual é pior ainda do que em maio (47% e 42% respectivamente).

A pesquisa INC-SP, que vai de 0 a 200, mede a visão e a segurança da população em relação ao país, à sua situação financeira e prevê o comportamento destas pessoas na hora da compra. Os dados foram coletados com 887 entrevistados pertencentes a todas as classes sociais na Região Metropolitana de São Paulo, no interior e no litoral.

 

Com informações da Agência Brasil

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