Índio quer criptomoeda

Comunidades indígenas de Rondônia e de Mato Grosso lançaram nesta quinta-feira a OYX, uma criptomoeda mundial indígena. A ideia é de Elias Oyxabaten Suruí, do povo Suruí Paiter, que se uniu aos Cinta Larga, dois povos que são tradicionais rivais. “É uma ideia minha de união. A intenção é trabalhar com os dois povos e mostrar serviço para auxiliar as duas comunidades na região”. Juntos, os Suruí Paiter e os Cinta Larga somam cerca de 4 mil pessoas.

OYX é a abreviação do sobrenome de Elias, que tem o significado de homem persistente. A porta-voz da criptomoeda, Adriana Siliprandi, explica que a ideia é permitir que as aldeias possam criar projetos econômicos com autonomia.

“A premissa da iniciativa não é de servir de aplicação financeira. Embora a OYX seja anunciada como uma criptomoeda, trata-se, na realidade, de um token utilitário [gerador de senha], uma espécie de criptoativo, mas que, à diferença do bitcoin, por exemplo, não tem características de investimento, como perspectivas de remuneração ou de valorização em mercado secundário”, afirma Adriana.

Serão emitidas inicialmente 100 milhões de OYX, com valor de R$ 10 a unidade. As aplicações poderão ser feitas em reais. “A ideia é que o token seja pareado com a moeda brasileira”. Entre os objetivos de arrecadação estão a construção de escolas, compra de sementes e equipamentos e ações de saneamento.

Ana Borges
Colunista.

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