Indústria: confiança se mantém em alta nos 30 setores em agosto

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Trabalhadoras em indústrias
Trabalhadoras em indústrias (foto ABr, arquivo)

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) resultados Setoriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que todos os 30 setores consultados estão confiantes. O resultado marca o quarto mês consecutivo de confiança disseminada entre todos os setores da indústria. Foram entrevistas 2.383 empresas, sendo 949 pequeno porte, 860 médio porte e 574 de grande porte, entre 2 e 11 de agosto.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que o indicador cresceu em 21 dos 30 setores da indústria em agosto, na comparação com julho, não variou em dois e caiu em sete deles. No entanto, mesmo onde ocorreu a queda, a confiança do setor continua elevada.

“O setor manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, por exemplo, registrou a queda de confiança mais intensa. Mas o indicador passou de 63,9 pontos para 60,2 pontos, o que demostra que a confiança ainda segue alta e disseminada no setor”, explica Marcelo.

O Icei é um índice de difusão que varia de 0 a 100, sendo 50 a linha de corte. Quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. Valores abaixo de 50 indicam falta de confiança. Assim, os setores mais confiantes na economia são: máquinas e equipamentos (66,6); químicos (65,9), máquinas aparelhos e materiais elétricos (65,1) e produtos de metal (65).

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No Estado do Rio, com mais um resultado positivo em junho no indicador de Volume de Produção (57,4 pontos), as indústrias do Centro-Sul Fluminense registraram o quarto mês consecutivo de crescimento. Este é o melhor resultado para junho em toda a série histórica. Com exceção de fevereiro deste ano, a indústria vem desde julho de 2020 dando demonstrações de que há uma retomada consistente da atividade econômica e da produção industrial na região, especialmente pelo avanço da vacinação e diminuição de casos da Covid-19. Os dados são da Sondagem Industrial, divulgada pela Firjan. A pesquisa varia de zero a 100 pontos, sendo que os resultados acima de 50 representam aumento na comparação com o mês anterior.

Nesta linha, as empresas do Centro-Sul também precisaram contratar novos empregados, o que fez com que o indicador marcasse 56,5 pontos, alcançando o maior patamar em 2021. Apesar da utilização da capacidade instalada (63% em junho) ainda estar abaixo do usual para a região, os dados apontam para a diminuição do grau de ociosidade nas fábricas e a perspectiva de uma retomada mais consistente da economia local nos próximos meses.

A sondagem mostra ainda que os empresários seguem insatisfeitos com a situação financeira (47,2) de seus negócios e a margem de lucro operacional (43,5), mas sentiram melhoras no ambiente entre abril e junho, principalmente quando comparado ao primeiro trimestre do ano. Esse sentimento deve-se aos preços das matérias-primas (74,1) e insumos que seguem subindo, porém em ritmo menor do que o observado anteriormente.

De olho no futuro, os industriais acreditam em dias melhores nos próximos meses pela expectativa de aumento de demanda (65,7) acima de média histórica registrada em julho, sendo o melhor resultado para o mês desde 2014. Este movimento também influenciou nas previsões de compra de matéria-prima (66,7), que atingiu maior nível de perspectiva positiva.

O mesmo deve ocorrer com as exportações (55,0), já que muitas empresas estão focando nas vendas para o mercado exterior devido ao valor do dólar e o menor consumo no mercado interno. O levantamento também aponta otimismo em relação aos investimentos (51,9) a partir do segundo semestre. O resultado é o melhor desde novembro de 2020 e observa a propensão dos empresários em investir em novos projetos, mas o que só deve ocorrer de forma mais intensa a partir da melhoria da pandemia e do cenário econômico nacional.

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