Indústria de material de construção teve dezembro regular

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Loja de material de construção (Foto: Charles Damasceno/Ag. Sebrae)
Loja de material de construção (Foto: Charles Damasceno/Ag. Sebrae)

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) apontou que as empresas associadas acreditam no desempenho regular em dezembro. Para 65% dos associados, o mês apresentará resultado regular e para 13% o período tende a ser bom.

Já para janeiro, a expectativa é que o otimismo tenha leve crescimento, com 30% das empresas associadas estimando resultado bom. A pesquisa também apresenta os dados consolidados de novembro de 2022, indicando que o mês também foi de resultado regular no setor. Para 61% dos associados, novembro trouxe resultados regulares ante 13% considerando bom desempenho. Já 17% consideraram ruim.

O Termômetro da Abramat também traz informações sobre o nível de utilização da capacidade instalada da indústria de materiais. Em dezembro de 2022, a utilização da capacidade industrial foi de 71%, na média das empresas associadas, 3 pontos percentuais abaixo em relação a dezembro de 2021, e apresentando 5 pontos percentuais a menos do que em novembro de 2022.

As pretensões de investimento em dezembro de 2022 apresentam queda, com redução de 7 pontos percentuais em relação ao mês anterior, refletindo cautela em relação às expectativas sobre a retomada dos investimentos projetados, com 65% das indústrias de materiais indicando que devem seguir os investimentos nos próximos 12 meses. Em dezembro do ano passado este indicador era de 83%.

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As vendas de cimento em dezembro somaram 4,5 milhões de toneladas, uma queda de 6,3% em relação ao mesmo mês de 2021, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic). Com esse resultado, o setor termina o ano de 2022, com um total de 63,1 milhões de toneladas de cimento vendidas, uma retração de 2,8% sobre o ano anterior, ou seja, 1,8 milhão de toneladas a menos. Esse resultado negativo ocorre após o bom desempenho do triênio 2019-2021, que mesmo com a pandemia, registrou crescimentos de 3,8% em 2019, 10,8% em 2020 e 6,8% em 2021, e havia recuperado 12 milhões de toneladas das 19 milhões perdidas no período 2015-2018. Entretanto, o recuo de 2022 faz com o que as vendas do cimento fiquem 8,8 milhões toneladas abaixo do recorde de 71,8 milhões em 2014.

A taxa de inflação começou o ano passado com significativos dois dígitos, permanecendo assim durante diversos meses, levando o Banco Central a aumentar a Selic de 9,25% para 13,75%. Essa política, além de encarecer o financiamento imobiliário, incentiva uma migração para investimentos em produtos financeiros.

O setor imobiliário, um dos principais indutores do consumo de cimento, apresentou queda significativa no número de lançamentos contribuindo assim negativamente para o ano 2022. Dados até setembro apontam uma redução de 8,5% nos lançamentos¹ e um ligeiro crescimento de 0,1% nas vendas de imóveis. Esse, movimento reduz o estoque de obras e consequentemente a demanda por cimento.

O desempenho da política habitacional popular (Casa Verde Amarela) foi decepcionante com queda de 26,2% e 9,3% nos lançamentos e nas vendas até setembro, respectivamente. O número de unidades financiadas para construção através do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) também caiu, 5,8% até novembro.

As regiões Norte e Centro-Oeste foram as únicas a apresentarem variações positivas em 2022, impulsionadas, principalmente, pela expansão imobiliária e autoconstrução, diferentemente das demais que amargaram quedas consideráveis.

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