Indústria deve qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025

Segundo a CNI, '79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento.'

O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deste total, 2 milhões precisarão de qualificação visando à formação inicial para a reposição de inativos ou para o preenchimento de novas vagas. Os 7,6 milhões restantes serão via formação continuada para trabalhadores que precisam se atualizar para exercer funções.

Segundo a CNI, “isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento.”

De acordo com a entidade, essas projeções têm por base a necessidade de uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva que tanto influenciam – e transformam – o mercado de trabalho. Assim sendo, acrescenta a CNI, cada vez mais o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação.

O levantamento hoje divulgado, feito pelo Observatório Nacional da Indústria, tem por finalidade identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

As áreas com maior demanda por formação são transversais (que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo), metal mecânica, construção, logística e transporte, e alimentos e bebidas.

Já levantamento da consultoria Híbrido mostrou que as empresas que comercializam e produzem seus materiais, estão mais abertas para o desenvolvimento de canais para relacionamento direto com o consumidor final. Terceirização é uma das grandes apostas para alavancar projetos digitais

Impulsionada pelos desafios dos últimos dois anos, a indústria brasileira vem se reinventando e a digitalização é uma das realidades para o segmento. E esse processo não está restrito à produção, mas também ao posicionamento de mercado – prova disso é o crescimento das lojas virtuais no modelo D2C, quando a indústria vende diretamente para o consumidor final.

É o que aponta a pesquisa Desafio da Indústria no E-commerce, realizada pela consultoria em soluções para o segmento, Híbrido, em parceria com o E-commerce Brasil. O levantamento, que ouviu diversas companhias do país, destaca que as vendas virtuais estão crescendo, mas ainda podem se desenvolver na área industrial. Atualmente, 26,9% das indústrias ouvidas já possuem comércio eletrônico há pelo menos quatro anos, enquanto 44,2% ainda não contam com este canal.

Para impulsionar a entrada neste canal de vendas, a terceirização tem sido uma aposta certeira das empresas: 75,9% delas optam por desenvolver e manter a tecnologia relacionada ao comércio eletrônico com especialistas parceiros. Além disso, os investimentos em estratégia e performance dessas plataformas são terceirizados em 31% dos negócios. Enquanto terceirizar as questões técnicas do e-commerce tem sido a saída para muitos negócios impulsionarem seus resultados, adaptar a cultura da empresa para o digital é o maior desafio neste processo para 37,9%. Já o gerenciamento de conflitos com outros canais aparece em segundo lugar, apontado por 34,5% das empresas. O investimento é apenas o terceiro tópico, com 34% dos votos, o que mostra a abertura para o direcionamento de verba neste sentido.

 

Com informações da Agência Brasil

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