Indústria do Rio teve alta de 3,1% em setembro

A alta é mais que a média brasileira

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Plataforma P-74 no campo de Búzios no pré-sal da Bacia de Santos, fruto da cessão onerosa
Plataforma P-74 no campo de Búzios no pré-sal da Bacia de Santos (foto de André Ribeiro, Agência Petrobras)

Em setembro, a indústria fluminense cresceu 3,1%, mais que a média brasileira, tanto na passagem mensal, como na comparação com igual mês do ano anterior. A produção aumentou tanto da indústria extrativa, como de transformação. No ano, a indústria fluminense cresceu, enquanto a média nacional caiu. A análise com base em dados da PIM, divulgada pelo IBGE, foi feita pelo consultor econômico William Figueiredo, da Future Tank em parceria com a Associação Rio Indústria.

“Comparado à média brasileira (0,1%), o desempenho do Rio de Janeiro em setembro foi bastante superior”, comenta Sérgio Duarte, presidente da Rio Indústria. Cabe destacar que a atividade industrial aqui analisada engloba as Indústrias Extrativas e de Transformação. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, por sua vez, a produção industrial fluminense apresentou forte crescimento em setembro (8,5%).

Da mesma forma, esse resultado foi bastante superior à média nacional (0,6%). Esse foi o quinto mês consecutivo de crescimento no Estado e o segundo maior resultado do ano. Este desempenho fluminense no último mês foi puxado em maior intensidade pelas Indústrias Extrativas (15%), mas as Indústrias de Transformação também registraram crescimento (1,7%).

Relatório da Unido

Um relatório, do 2º trimestre desse ano, publicado pela United Nations Industrial Development Organization (Unido), revela que a indústria de transformação brasileira, à exceção do imediato período após o primeiro choque da Covid-19 em 2020, quando um conjunto de medidas foram adotadas pelo governo para sustentar a atividade econômica, nem tem consigo crescer.

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Desde a segunda metade de 2021, quando as bases de comparação deixaram de ser tão favoráveis, que os resultados do Brasil vêm ficando abaixo dos da indústria mundial. A defasagem se manteve agora no 2º trimestre de 2023 frente ao mesmo período de 2022, quando nossa produção manufatureira recuou -1,5% ante a alta de 1,8% no agregado mundial. Na margem, o Brasil também fica estagnado.

Com esse resultado, a indústria brasileira ocupa a 68ª posição no 2º trimestre de 2023 no ranking de 112 países que o IEDI construiu a partir da base de dados trimestrais da Unido. No trimestre anterior, o brasil havia ficado na 64ª posição.

Indústria de eletroeletrônicos (foto Senai)
Indústria de eletroeletrônicos (foto Senai)

De acordo com a Unido, um destacado fator por trás da diferença de desempenho da indústria de transformação do Brasil e do Mundo diz respeito aos ramos de maior intensidade tecnológica. A Unido pontua a liderança da alta e média-alta tecnologia no 2º trimestre de 2023, cuja produção avançou 3,5% ante o 2º trimestre de 2022, isto é, o dobro do agregado industrial no período, impulsionada pelo setor automobilístico e de equipamentos elétricos.

IEDI

No Brasil, como mostra a Carta IEDI 1.225, a indústria de transformação de alta e média-alta intensidade tecnológica, juntas, recuaram -6,4% no 2º trim/23 frente ao mesmo período do ano anterior, notadamente sob a influência da média-alta (-7,6%), devido justamente a atividades que crescem no mundo, como veículos (-3,3%), máquinas e equipamentos (-8,2%) e máquinas e aparelhos elétricos (-14,7%), entre outros ramos.

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