Indústria paulista apresentou retração de 3,5% em fevereiro

Sensor atingiu 50,6 pontos em março, apontando expansão da atividade industrial no mês.

As vendas reais da indústria de transformação paulista recuaram 3,5% na passagem de janeiro para fevereiro, livre de influências sazonais, conforme aponta o Levantamento de Conjuntura da Federação das Indústrias (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). As horas trabalhadas na produção caíram 0,3% em fevereiro com relação a janeiro, e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou 0,6 p.p, atingindo 78,5%, se distanciando da média histórica (79,3%). Os resultados das horas trabalhadas e do Nuci interromperam uma sequência de nove altas consecutivas.

Os resultados da indústria paulista em fevereiro refletem o agravamento da pandemia e as medidas de restrição de mobilidade impostas em algumas cidades. O avanço no processo de vacinação será fundamental para impulsionar a atividade econômica. O progresso em direção à normalização total da economia graças à vacinação deve gerar aceleração do crescimento a partir de meados do 2º trimestre.

A pesquisa Sensor no mês de março fechou em 50,6 pontos, na série com ajuste sazonal, resultado inferior à leitura de fevereiro (50,9 pontos). Números acima dos 50,0 pontos indicam melhora da atividade industrial paulista no mês. Os resultados do Sensor no 1º trimestre de 2021 (média de 50,6 pontos no período) ilustram um quadro desaceleração do crescimento da indústria paulista quando comparado ao último trimestre do ano passado (média de 52,1 pontos).

Em março, a avaliação geral das condições de Mercado apresentou crescimento, passando de 50,4 pontos no mês passado para 52,1 pontos. Como o indicador está acima dos 50,0 pontos, aponta melhora das condições de mercado no período.

O indicador de vendas também apresentou aumento comparado ao mês anterior, avançando 0,9 pontos em março, para 53,3 pontos. Resultados acima de 50 pontos indicam expectativa de aumento das vendas no mês em relação ao anterior. O resultado de 50,6 pontos em fevereiro, apontava que os estoques estavam bem próximos ao nível desejado (50,0 pontos). Em março, ao registrar 49,1 pontos, notamos que os níveis estão um pouco acima do desejado pelas empresas. Leituras superiores a 50,0 pontos sinalizam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

O indicador de emprego apresentou leve desaceleração em março, passando de 51,0 pontos em fevereiro para 50,6 pontos. Vale ressaltar que, por se encontrar acima dos 50,0 pontos, o indicador sinaliza aumento do emprego no mês.

 

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