Indústria paulista fecha mais 12 mil postos de trabalho em fevereiro

Depois de iniciar o ano em queda, confirmou-se na passagem de janeiro para fevereiro a retração no nível de emprego na indústria paulista. Foram fechados 12 mil postos de trabalho, variação negativa de 0,53% (1% se descartados efeitos sazonais) em relação ao mês anterior. No ano já são 27 mil empregos a menos, segundo a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada nesta quarta-feira pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)
– É um começo de ano bem ruim – diz Paulo Francini, diretor titular do Depecon. Na comparação com o mês de fevereiro de anos anteriores, “consegue ser pior”.
Em 12 meses, a baixa foi de 8,27%, e na comparação interanual, 10,18%, variação correspondente ao desligamento de 257.500 empregados na indústria paulista. Esta é a 53ª queda seguida do indicador e a pior taxa de sua série histórica nesta base de comparação: pela primeira vez a queda interanual do nível de emprego na indústria paulista ultrapassa os 10%.
Dos 22 setores em que se divide a pesquisa, 17 tiveram queda no nível de emprego, 3 apresentaram crescimento, e 2, estabilidade. O setor de produtos alimentícios criou 4.287 vagas, o maior saldo positivo. Contribuiu para isso o segmento de açúcar e álcool, que não contratava desde junho de 2015 e admitiu 3.578 trabalhadores em fevereiro – e tem grande peso em produtos alimentícios.
Também contrataram o setor de couro e calçados (1.099 vagas a mais), no segundo mês consecutivo de alta, e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (626 trabalhadores). Paulo Francini, diretor titular do Depecon, explica que o setor de calçados conseguiu alguma recuperação graças à substituição de produtos importados.
– O preço é competitivo – diz.
A perda mais elevada foi em metalurgia (-4.502 vagas, variação negativa de 7,5%).
Das 36 regiões paulistas consultadas, 26 (72% do total) registraram baixa no emprego. As que mais demitiram foram Cubatão (-11,11%), Santa Bárbara D’Oeste (-4,45%) e Santo André (-2,39%). Sete regiões contrataram (com destaque para Jaú, com 2,59%, São Carlos, 2,42%, e Franca, 2,22%), e três ficaram estáveis.

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