Indústria perde boa parte do que recuperou em 2020

Em junho, só Bens de Capital teve aumento.

A produção industrial teve variação nula na passagem de maio para junho, após crescer 1,4% no mês anterior. O mercado financeiro esperava leve alta (0,2%). Apesar da estabilidade, três das quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (14) das 26 atividades investigadas pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. No acumulado do primeiro semestre, a produção teve expansão de 12,9%.

“Em maio, houve uma volta ao campo positivo após três meses de queda e a indústria igualava o patamar de antes da pandemia, mas esse resultado não revertia as perdas anteriores. Com essa variação nula em junho, o setor permanece no patamar pré-crise, mas no resultado desse mês observa-se uma predominância de taxas negativas entre as atividades industriais”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

“O primeiro semestre poderia ter sido muito melhor do que foi, se o país não tivesse demorado tanto para avançar na vacinação contra a Covid-19 e não tivesse interrompido as medidas emergenciais em meio ao segundo surto de coronavírus”, analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

A entidade faz um balanço da primeira metade do ano: três meses de perda de produção, dois de estabilidade e apenas um mês de crescimento (maio). “No caso da indústria de transformação, foi ainda pior: cinco meses de queda e apenas um positivo.”

“Se tomarmos o nível de produção de junho de 2021 em comparação com aquele de dezembro de 2020, já corrigidos os efeitos sazonais, temos um declínio de 3,2%. Isso significa que boa parte do que foi conquistado na recuperação de 2020 foi perdido em 2021, de modo que a indústria geral voltou exatamente ao nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, depois de ter superado esta marca em 3,5% na entrada do ano”, exemplifica o Iedi.

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