A Petrobras manteve forte pagamento de dividendos, apesar das incertezas geopolíticas e cenário de queda do brent, equivalente a cerca de 10% nos nove primeiros meses de 2025. Foram distribuídos R$ 12,16 bilhões, no terceiro trimestre de 2025, e R$ 73 bilhões no ano, valor 27,2% superior aos R$ 57,3 bilhões distribuídos nos primeiros nove meses de 2024. O questionamento é do diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Mahatma Ramos.
Em 2025, o valor da remuneração aos acionistas já equivale ao total do volume investido pela companhia e representa 77,2% do lucro líquido apurado no período. A companhia encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, uma trajetória de três trimestres de resultados positivos, reforçados pelo bom desempenho operacional e comercial, além de resultados não recorrentes positivos com impairment e variação cambial.
A direção da Petrobras tem outra leitura em relação aos dividendos. “A Petrobras está gerando resultados financeiros positivos e retorno aos seus acionistas, mesmo diante do novo patamar de preços do petróleo”, destacou Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores. Segundo o diretor, são diversas frentes de trabalho que se traduzem em resultados concretos para a companhia, seus acionistas e para a sociedade brasileira.
Nos nove primeiros meses do ano, a companhia acumulou um lucro líquido de R$ 94,5 bilhões, valor 76,3% superior ao mesmo período de 2024. Os investimentos somaram R$ 76,3 bilhões, com alta de 28,9%, concentrando-se no segmento de exploração e produção, que respondeu a 84,9% do total. “Os investimentos em gás e energia de baixo carbono corresponderam a apenas 1,6% do total investido nesses nove primeiros meses de 2025”, aponta Ramos.
A Petrobras destaca que retornou à sociedade o montante de R$ 68 bilhões no 3T25, por meio de tributos pagos à União, estados e municípios. Considerando os primeiros nove meses de 2025, foram quase R$ 200 bilhões em tributos para a sociedade. Foram aprovados para o período R$ 12,16 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.
A produção de óleo e gás atingiu 3,14 milhões de boed, representando um aumento de 5% em relação ao 2T25 e 17% acima do terceiro trimestre de 2024. Em setembro, o FPSO Marechal Duque de Caxias, no Campo de Mero, atingiu a marca de 200 mil bpd (barris por dia), 20 mil bpd acima da sua capacidade nominal de projeto, conforme autorizado pelos órgãos competentes.
De acordo com a Petrobras, o FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, atingiu o topo de produção previsto de 225 mil bpd em agosto, com apenas cinco poços produtores e três meses antes do planejado. Em outubro, a unidade alcançou uma vazão instantânea recorde equivalente a 270 mil barris de óleo por dia. A capacidade nominal da unidade foi incrementada sem a necessidade de novos investimentos.

















