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terça-feira, janeiro 19, 2021

Ineficiência premiada

Durante a reunião da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizada esta semana para discutir os problemas do mercado internacional de aço, o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) protestou contra os gordos subsídios de governos, principalmente de países desenvolvidos, para garantir a sobrevivência “de usinas ineficientes e anti-econômicas”. O IBS criticou, em particular, “a proliferação de medidas restritivas de antidumping e direitos compensatórios adotadas pelos países desenvolvidos, que sequer disfarçam o intuito de encobrir a incapacidade competitiva de seus produtores domésticos”.

Telhado de vidro
Em mais uma demonstração de que as críticas ao protecionismo se restringem aos países fora do G-7, as críticas do IBS não provocaram nenhuma medida efetiva da OCDE, cujos 43 integrantes voltarão a se reunir em dezembro, para caracterizar o são usinas ineficientes. Embora justa, a posição do IBS não esconde importante brecha que tem sido aproveitada pelos países desenvolvidas. Hoje totalmente em mãos particulares, o setor viu seu lucro engordar no Brasil graças aos generosos subsídios governamentais concedidos às empresas antes que fossem passadas, na bacia das almas, ao dinâmico setor privatizado. Em virtude desse pecado venial, a siderurgia instalada no Brasil tem sido acusada de dumping, principalmente, pelo ineficiente setor norte-americano.

Vírus
Especialistas em vírus alertam que estão ocorrendo problemas nos computadores que instalaram o recém-lançado MSN Explorer, da Microsoft, que vem sendo badalado até em anúncios na TV, prática pouco usual no setor de software. De uma forma ainda não desvendada, o programa busca vírus na Internet e envia para a máquina do incauto usuário, driblando até programas antivírus. Pelo menos uma empresa do Rio de Janeiro foi afetada pelas pragas virtuais.

Soap ópera
Até que enfim, o país pode dormir sossegado. Uma semana depois de o presidente FH dar o primeiro telefonema e garantir que receberia um retorno em breve, finalmente o tucano conseguiu falar com Bush. Nada como ser reconhecido internacionalmente, como o presidente ….da Bolívia.
Geografia
A rapidez do contato lembra uma piada que surgiu após o atentado terrorista da semana passada. Um brasileiro liga para Bush e afirma:
– O Brasil assume a autoria do ataque.
Transtornado, o presidente dos EUA pergunta:
– Você tem consciência de que isso significa que nós vamos bombardear o Brasil?
– Sim, tenho – retruca o brasileiro. Mas, só para confirmar, qual é mesmo a capital do Brasil?
– Buenos Aires – vocifera Bush.
– Isso mesmo, pode jogar bomba.

De Estado
“Terrorismo é o uso ilegal da força ou violência contra pessoas ou propriedades para intimidar ou coagir um governo, a população civil ou qualquer segmento, com objetivos políticos ou sociais”. A definição é do FBI, polícia federal dos Estados Unidos. Se encaixa em muitas nas ações do país no exterior – Cuba, Coréia e Vietnã, por exemplo – e também nos ataques israelenses contra os palestinos, com objetivo declarado de matar as lideranças deste povo.

Terror
Noam Chomsky, intelectual norte-americano crítico do establishment e tido como o nome mais citado em conferências em todo mundo, arrisca uma explicação para a violência de Osama bin Laden e dos talibãs – embora fuja da teoria simplista que acusa os árabes pelo atentado nos EUA, semana passada. Segundo Chomsky, Laden e outros foram incentivados e financiados pela CIA para agir no Oriente Médio justamente por serem terroristas violentos. Só que agora teriam se voltado contra os criadores.

Gogó
Como esta coluna previra, o discurso de renúncia de Jader Barbalho, além de revelar o sonho que acalenta de disputar uma vaga na Academia de Letras de Tucupi, confirmou que, com ligeiras diferenças de retórico, seu DNA é da mesma família Denorex que corre nas veias de ACM: aquele que parece para valer, até a hora de colocar as cartas na mesa. Apesar das ameaças “plantadas” na imprensa contra o Planalto, seguiu o figurino de ACM para garantir a manutenção de seus apaniguados no Pará.

Pelo ralo
Enquanto os setores que integravam o Estado norte-americano de bem-estar social viram seu orçamento minguar, principalmente a partir dos anos 80, os gastos militares dos Estados Unidos consumiram cerca de US$ 7 trilhões, desde 1950. Como os últimos acontecimentos comprovaram, além de perdulários, os gastos foram inúteis.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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