Inflação dos alimentos no Rio caiu 10 pontos percentuais

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Prato de comida (Foto: Alejandro Heredia/Sxc.Hu)
Prato de comida (Foto: Alejandro Heredia/Sxc.Hu)

Os preços dos alimentos no domicílio vêm caindo no Rio de forma acelerada. Em janeiro de 2023, a inflação acumulada nos 12 meses estava em 10,3%. Desde então, esse indicador vem desacelerando e chegou a 2,1%, nos 12 meses terminados em junho, e – 0,1%, em julho. Ou seja, um alívio para o bolso das famílias cariocas. Já no Brasil, houve uma leve alta (0,7%), nos últimos 12 meses terminados em julho, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE.

Os números foram compilados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação do Rio (SMDEIS). De acordo com o secretário Chicão Bulhões, o levantamento mostra como a economia do Rio está se recuperando.

“A estagnação da inflação dos alimentos é uma ótima notícia, principalmente para as famílias de renda mais baixa, para as quais o peso dos alimentos é maior no orçamento. Dá para comprar mais coisas no supermercado, e isso significa mais qualidade de vida. Se considerarmos que no começo de 2021 esse indicador estava em 20%, podemos perceber o quanto arrefeceu nos últimos anos”, avaliou.

A inflação é uma média ponderada de vários itens. Alguns preços sobem, outros caem, e no final se calcula uma média desses itens. Assim, os alimentos que mais contribuíram para a queda dos preços, nos últimos 12 meses, foram o leite (longa vida), -25,8%; o frango (em pedaços) -14,6%; o filé-mignon, -11,9%; o melão, -10,7%; o queijo, -1,5%; o macarrão, -0,9%; e o feijão preto (-0,2%).

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Dentre os alimentos que registraram alta no mesmo período, podemos citar pão francês (+3,7%), chocolate em barra e bombom (+5,7%), azeitona (8,9%), peixe salmão (13,1%), camarão (15,0%) e bacalhau (16,1%).

A inflação total nos últimos 12 meses terminados em julho ficou em 3,5% no Rio, pouco menos que no Brasil, que registrou média de 4,0%.

Já o Índice de Desempenho Foodservice (IDF), realizado pelo Instituto Foodservice do Brasil (IFB) apontou que o segmento de foodservice no país fechou o mês de junho com crescimento nominal de 11% em relação ao mesmo período do ano passado.

O faturamento nas lojas de rua e nos centros comerciais tiveram um aumento de 11% no último mês. Já o número de transações teve variação positiva de 5% em junho e no acumulado do ano também cresceu 5%.

A quantidade de lojas no setor de alimentação fora do lar se manteve estável em relação a maio de 2022, com pequeno aumento de 0,4%, atingindo um total de 6.867 unidades no país. Em relação a participação do canal delivery no total das vendas, as entregas atingiram 21% do total.

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