Inflação explode no Brasil e ameaça risco de crédito

Colômbia perdeu classificação de grau de investimento das agências de rating.

A inflação deve permanecer elevada na América Latina, alimentada pelo impacto da depreciação cambial, da alta dos preços das commodities, da recuperação do consumo, do rompimento das cadeias produtivas e da crise de energia. Maiores rendimentos dos EUA podem pressionar ainda mais o câmbio e causar repasse da inflação de importação, de acordo com estudo do Swiss Re Institute.

A recente piora da dinâmica inflacionária também aumentou os riscos de estagflação (alta inflação, baixo crescimento e alto desemprego) para os próximos anos, especialmente no Brasil. A inflação do Brasil subiu novamente em outubro, 10,7% no comparativo anual contra 10,3% no comparativo anual em setembro.

A estimativa do instituto suíço é que os preços brasileiros subam 9% este ano, muito acima da inflação esperada para as principais economias da América Latina: Chile (3,95%), Colômbia (3,94%) e México (5,75%).

“Os níveis da dívida em relação ao PIB aumentaram na região no ano passado devido à crise da Covid, e não se espera que diminuam no curto prazo. O baixo crescimento econômico para os próximos anos é uma ameaça ao ajuste fiscal necessário somado aos grandes desequilíbrios fiscais existentes antes da pandemia, especialmente no Brasil. Essa situação, então, levanta dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida de longo prazo e aumenta os riscos de crédito soberano, podendo levar a rebaixamentos de classificação. A Colômbia perdeu sua classificação de grau de investimento da Fitch e S&P este ano”, exemplifica o Swiss Re Institute.

Como já previa o Monitor Mercantil, há três meses, a inflação em 2021 deve superar os dois dígitos. O mercado financeiro, nesta segunda-feira, projeta que o IPCA, a inflação oficial, fechará em 10,12% neste ano. É a 33ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus.

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