Inflação, orçamento e 7 de setembro agitam mercados

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Bolsonaro (foto: Antonio Cruz, ABr)
Bolsonaro (foto: Antonio Cruz, ABr)

Esta terça-feira fechou com muita volatilidade e muitos ruídos vindos de Brasília. “Investidores muito focados no fim do mês e nos acontecimentos para 7 de setembro. O dia começou com ruído em relação a Petrobras com o presidente Bolsonaro dando a entender que poderia controlar preços do petróleo. Isso derruba as ações da empresa no dia de hoje”, analisa Jansen Costa, sócio fundador da Fatorial Investimentos, escritório de assessoria de investimentos credenciado à XP Inc.

O dia foi marcado por queda em geral e com poucas empresas subindo. “Observamos também o setor de consumo em queda e índice de materiais básicos com Vale do Rio Doce caindo quase 2%”, disse Jansen Costa. Ele destacou que outro ruído vindo de Brasília é a questão dos precatórios. Isso ainda não foi 100% resolvido e impacta muito na questão do cumprimento do teto de gastos.

Tensão no Congresso

Na opinião dele, o que piorou ainda mais o clima é a questão do Congresso versus Paulo Guedes. Supostamente haveria um grupo de parlamentares no Congresso contra Guedes. Essa não é a primeira nem a última briga em relação a isso. E, com isso, temos ainda mais turbulência política.

“No campo positivo, temos movimentações de fusões e aquisições de companhias que vêm movimentando o mercado. Hoje tivemos a notícia de que a Sul América fez uma proposta para adquirir a HB Saúde por R$ 485 milhões”, destacou o especialista acrescentando que apesar do ruído, o dólar se enfraqueceu, mas a curva de juros mostra que mercado não está entendendo que teto de gastos será cumprido.

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