Inflação pelo IPC-S variou 0,22% na 1ª quadrissemana de julho

Passagem aérea, cujo preço variou 1,03%, ante -4,81% na edição anterior, foi o item que mais pesou

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Aviões da Gol da TAM no aeroporto (Foto: Elza Fiúza/ABr)
Aviões da Gol da TAM no aeroporto (Foto: Elza Fiúza/ABr)

Medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPC-S da primeira quadrissemana de julho de 2024 subiu 0,26% e acumula alta de 3,83% nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição para o resultado do IPC-S partiu do grupo educação, leitura e recreação cuja taxa de variação passou de -0,75%, na quarta quadrissemana de junho de 2024 para 0,22% na primeira quadrissemana de julho de 2024. Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item passagem aérea, cujo preço variou 1,03%, ante -4,81% na edição anterior do IPC-S.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: despesas diversas (0,44% para 0,93%), transportes (0,19% para 0,25%) e comunicação (-0,08% para -0,03%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: serviços bancários (0,86% para 1,79%), transporte por aplicativo (-7,03% para -6,23%) e tarifa de telefone residencial (-0,74% para -0,54%).

Em contrapartida, os grupos alimentação (0,50% para 0,23%), saúde e cuidados pessoais (0,57% para 0,48%), vestuário (0,36% para 0,05%) e habitação (0,13% para 0,12%) apresentaram recuo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: hortaliças e legumes (1,57% para -0,28%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,44% para 1,03%), roupas masculinas (0,60% para 0,13%) e taxa de água e esgoto residencial (1,46% para 0,83%).

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Já o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,50% em junho. No mês de maio, a taxa havia sido de 0,87%. Com este resultado, o índice acumula alta de 1,11% no ano e de 2,88% em 12 meses. Em junho de 2023, o índice caíra 1,45% e acumulava queda de 7,44% em 12 meses.

“O índice ao produtor antecipa o arrefecimento das pressões sazonais sobre os alimentos in natura, ao mesmo tempo em que mostra a desaceleração na variação dos preços dos alimentos processados. Esses movimentos indicam a redução da influência dos alimentos na inflação ao consumidor, conforme medido pelo IPC, que também registrou desaceleração na taxa de variação do grupo alimentação”, destacou André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,55% em junho. No mês anterior, o índice havia registrado alta de 0,97%. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou de 0,73% em maio para 0,41% em junho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja variação passou de 1,92% para 1,14%. O índice de bens finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,50% em junho, contra alta de 0,78% em maio.

A taxa do grupo bens intermediários passou de 0,88% em maio para 0,45% em junho. O principal responsável pelo recuo da taxa do grupo foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,74% para 0,30%. O índice de bens intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,48% em junho, inferior a alta de 1,26%, no mês anterior.

O estágio das matérias-primas brutas subiu 0,80% em junho, porém com menor intensidade que a alta de 1,33% em maio. Contribuíram para este movimento os seguintes itens: minério de ferro (4,75% para -2,66%), soja (5,01% para 2,69%) e bovinos (-0,65% para -2,15%). Em sentido oposto, vale citar os seguintes itens: café em grão (-0,21% para 11,73%), cacau (-18,95% para 20,10%) e cana-de-açúcar (-1,97% para -0,07%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,22% em junho, após ter registrado uma variação de 0,53% em maio. Seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: educação, leitura e recreação (0,87% para -0,75%), habitação (0,41% para 0,13%), transportes (0,49% para 0,19%), alimentação (0,72% para 0,50%), comunicação (0,46% para -0,08%) e saúde e cuidados pessoais (0,67% para 0,57%). As principais contribuições para esse movimento vieram dos seguintes itens: passagem aérea (5,52% para -4,81%), aluguel residencial (1,24% para 0,17%), transporte por aplicativo (8,60% para -7,03%), hortaliças e legumes (5,54% para 1,57%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,96% para -0,29%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (1,66% para 1,44%).

Em contrapartida, os grupos vestuário (-0,54% para 0,36%) e despesas diversas (0,21% para 0,44%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: roupas (-0,73% para 0,33%) e serviços bancários (0,00% para 0,86%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,71% em junho, ante 0,86% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: materiais e equipamentos (0,37% para 0,38%), serviços (0,54% para 0,20%) e mão de obra (1,55% para 1,23%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,34% em junho, 0,03 ponto percentual acima do resultado apurado no mês anterior, de 0,31%. Dos 85 itens componentes do IPC, 38 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 28 apresentaram taxas abaixo de 0,06%, linha de corte inferior, e 10 registraram variações acima de 0,63%, linha de corte superior. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 54,19%, 7,10 pontos percentuais abaixo do registrado em maio, quando o índice foi de 61,29%.

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