Inflação pelo IPC-S variou 0,55% na 4ª quadrissemana de fevereiro

Segundo o Ibre, cursos formais puxaram os números; já segundo a Febraban, brasileiro começa 2024 otimista, mas preocupado com a inflação

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Estudantes jovens (Foto: Rovena Rosa/ABr)
Estudantes jovens (Foto: Rovena Rosa/ABr)

O IPC-S da quarta quadrissemana de fevereiro de 2024 variou 0,55% e acumula alta de 3,59% nos últimos 12 meses. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição para o resultado do IPC-S partiu do grupo educação, leitura e recreação cuja taxa de variação passou de -0,14%, na terceira quadrissemana de fevereiro de 2024 para -1,17% na quarta quadrissemana de fevereiro de 2024. Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cujo preço variou 0,00%, ante 1,82% na edição anterior do IPC-S.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: alimentação (1,18% para 1,06%), saúde e cuidados pessoais (0,61% para 0,56%) e comunicação (0,48% para 0,43%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (7,45% para 5,75%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,14% para 0,95%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,86% para 0,49%).

Em contrapartida, os grupos transportes (0,63% para 0,87%), habitação (0,23% para 0,32%), vestuário (0,06% para 0,34%) e despesas diversas (1,81% para 2,05%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: gasolina (1,70% para 2,60%), aluguel residencial (1,50% para 2,98%), calçados femininos (-0,84% para -0,08%) e serviços bancários (2,80% para 3,51%).

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Estudo da Federação Brasileira de Bancos mostra que o brasileiro começa o ano de 2024 otimista com relação ao país, mas preocupado com a inflação e a alta dos preços. A primeira edição da pesquisa Radar Febraban de 2024 mostra que quase sete em cada 10 entrevistados (67%) avaliam que os preços dos produtos aumentaram ou aumentaram muito, 13 pontos percentuais a mais que em dezembro de 2023 (54%). O número dos que observam diminuição dos preços recuou de 24% em dezembro para 11% em fevereiro, enquanto a parcela que enxerga estabilidade quase não sofreu alteração, oscilando de 20% para 21% no mesmo período.

Os dados refletem a pressão da alta dos alimentos sobre o IPCA, que mesmo com a desaceleração da inflação ficou acima da mediana das projeções do mercado financeiro em janeiro, segundo o IBGE. Soma-se a isso o impacto das contas de começo de ano, como material escolar, IPTU e IPVA, sobre o orçamento doméstico, além de eventuais resquícios dos gastos de final de ano.

A pesquisa também mostra que mais da metade dos brasileiros (57%) acredita que o Brasil vai melhorar em 202, recuo de dois pontos em relação a dezembro (59%). Entretanto, com relação à vida pessoal, para 75% dos brasileiros, a sua vida estará melhor num horizonte de 12 meses – maior percentual da série histórica e oscilação de um ponto percentual em relação a dezembro (74%).

Realizada entre os dias 14 e 20 de fevereiro, com 2 mil pessoas nas cinco regiões do país, pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), esta edição do Radar Febraban também apurou que para 48% dos entrevistados, o Brasil está melhor na comparação com o ano anterior, número que vem se mantendo desde setembro de 2023, com discreta variação positiva em dezembro (49%). O otimismo em relação ao país é acompanhado da aprovação ao governo Lula, que oscilou de 51% em dezembro de 2023 para 50% agora, ao passo que a desaprovação se manteve estável, com 42%.

Muito embora a expectativa da população sobre o país em 2024 seja um pouco menos favorável do que era ao final de 2023, o otimismo ainda dá o tom, com mais da metade dos brasileiros (57%) acreditando que o Brasil vai melhorar e já está melhor na comparação com o ano anterior (48%), e também com a perspectiva de diminuição do endividamento pessoal (43%).

Alimentos e outros produtos domésticos, que haviam recuado em dezembro de 2023 (66%), voltaram a crescer em fevereiro de 2024 (72%) como os itens que, na opinião dos brasileiros, mais pesaram na alta dos preços. As menções a combustíveis e serviços de saúde e remédios como os mais afetados pela inflação mostraram-se estáveis entre dezembro e fevereiro (30%), enquanto pagamento da escola, faculdade ou outros serviços de educação aumentou – de 7% para 10% no período -, um possível efeito das despesas relacionadas a matrículas e material escolar no mês de janeiro. Sofreram oscilações para baixo os itens planos de compra de veículos e imóveis (de 6% para 5%) e planos de viagem (de 4% para 3%). Os demais mantiveram-se estáveis.

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