Inflação da praia

A alta na procura por imóveis de temporada nestas férias de verão fizeram as diárias subirem entre 2,22% e 22,22%, segundo levantamento feito pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). “A economia aquecida, com mais empregos, e maior renda deixa mais famílias em condições de desfrutar de férias no litoral”, afirmou o presidente do órgão, José Augusto Viana Neto. Em praias de cidades como São Sebastião e Ilhabela, a locação diária de apartamentos com um dormitório subiu 22,22%, passando da média de R$ 110, em 2007, para R$ 134,44.

Inflação do carro
O Índice de Manutenção do Carro (IMC) fechou 2007 com alta de 4,51%. Em cinco anos, andar de carro ficou 35,3% mais caro. A inflação dos motoristas, calculada pela Agência AutoInforme, ficaram em 3,80% em 2006. A maior alta foi em 2004, quando andar de carro ficou 11,29% mais caro. Os combustíveis, álcool e gasolina, são os itens da cesta de produtos e serviços com o maior peso nos gastos, sendo responsáveis por mais de 40% das despesas totais com o carro. A gasolina, porém, ficou 0,57% mais barata em 2007. Já o preço do álcool subiu, em média, apenas 2,31%. O que impulsionou a inflação do carro em 2007 foram os serviços, como alinhamento de direção e balanceamento, que na média subiram 9,35%.

Bandeira branca
Foi sancionada pelo governador do rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a Lei 5.177, de autoria do deputado João Pedro (DEM), que autoriza o Executivo a pôr fim aos litígios judiciais envolvendo Município e Estado do Rio de Janeiro. João Pedro ressalta que o valor dos litígios judiciais não têm maior significado: “Muitas vezes o estado multou o município – e vice-versa – por assuntos que não precisavam deste tipo de ação. Além disso, devemos levar em conta os recursos públicos e a mão-de-obra especializada gastos no andamento destes processos.”

Derrapagem
Apesar de, segundo o consultor Júlio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), serem um dos setores mais beneficiados com a troca da CPMF pelo IOF, a indústria automobilística, não só contrariou a promessa do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, de que o fim da contribuição representaria redução de preços dos produtos industriais, como iniciou 2008 acelerando para cima do bolso do consumidor. Desde o início do ano, os modelos da Volkswagen  estão 2% mais caros e os da Honda, 1,6%. Como a tradição no setor, é altas de preços serem seguidos pela suposta concorrência, as montadoras largam na frente dos céticos em relação à promessa de Skaf.

Acelerado
Os aumentos praticados pela indústria automobilística coincidem com o fim do melhor ano do setor, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em 2007, o setor de distribuição automotiva cresceu 29,57%,  totalizando 4.248.275 unidades vendidas. Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves aumentaram 27,80%. Antes de 2007, o melhor ano do setor ocorrera em 1997, quando foram vendidos no mercado interno 2.332.165 veículos, dos quais 1.873.665 automóveis e comerciais leves. Mesmo sem a CPMF, as vendas recordes de carros não serão seguidas de queda de preços.

Filosofia
“Sou, por convicção, contra o aumento de tributos”, disse o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze, ao comentar a elevação da alíquota do IOF. Mas, pelo visto, aprecia redução de impostos.

Os miseráveis
Almas caridosas devem aproveitar a boa vontade que toma conta dos brasileiros a cada início de ano para promover uma coleta de fundos destinada a melhorar os ainda insuficientes ganhos do sistema financeiro. É que, como esclarece os brasileiros o presidente da Febraban, Fábio Barbosa, “não se confirma” a percepção da sociedade de que “os bancos são os que mais lucram”. A exemplo de Barbosa, uma descendente da finada Velhinha de Taubaté “não sabe de onde saiu” tal percepção sobre os bancos serem o setor mais lucrativo do país.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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