Influenciado pela indústria, consumo de energia elétrica cai 5,9% em janeiro

Conjuntura / 15:53 - 2 de mar de 2016

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O consumo de energia elétrica no país caiu 5,9% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia, foram consumidos, em média, 38,2 mil GWh. A baixa foi influenciada principalmente pelo recuo do consumo industrial, que teve queda de 9,3% - a maior desde 2010. Entre os motivos para a queda do consumo de eletricidade nas indústrias é a retração da produção em ramos como extração de minerais metálicos, que teve o desempenho afetado pelo desastre ambiental de novembro em Mariana (MG), pelos baixos preços do minério no mercado internacional e pela própria redução da atividade de setores que usam o minério como matéria-prima. Outras atividades industriais que tiveram queda na produção e, consequentemente, no consumo de energia foram o setor automobilístico, a indústria de aço, fabricação de papel e celulose, fabricação de produtos minerais não metálicos e construção civil. Houve quedas também no consumo residencial (-5,4%) e comercial (-3,7%). No acumulado de 12 meses, a queda do consumo de energia elétrica no país chega a 2,7%. Leilão para contratar energia é adiado para abril O governo remarcou para 29 de abril o leilão para a compra de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, denominado A-5. Anteriormente, estava marcado para 31 de março. A mudança foi feita por causa das novas datas do leilão de transmissão a ser realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que terá a primeira etapa no dia 13 de abril. Segundo o Ministério de Minas e Energia, as instalações de transmissão a serem leiloadas, com prazo de entrada em operação comercial até 2021, são importantes para a conexão de potenciais empreendimentos de geração vencedores no leilão A-5. A data do leilão já tinha sido alterada anteriormente, a pedido dos interessados. A portaria do Ministério de Minas e Energia que estabeleceu regras para o leilão foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Este será o primeiro leilão de energia nova que irá negociar simultaneamente quatro produtos diferentes, com contratos nas modalidades por quantidade e por disponibilidade, todos com início de suprimento em 2021. Será contratada energia de hidrelétricas, de usinas eólicas, de termelétrica a biomassa e carvão e de gás natural. Com informações da Agência Brasil

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