Informalidade da Lava Jato com Receita seguiu exemplo de Janot

Uma das denúncias mais fortes – entre tantas – da série Vaza Jato é a que trata de fornecimento “informal” de dados sigilosos que teria sido feito (caso comprovadas as mensagens, e até agora não há nada que as desminta) pelo auditor fiscal da Receita Federal Roberto Leonel em cooperação com a força tarefa da Lava Jato.

É interessante lembrar que a troca de informações de modo “informal” estava no cerne do trabalho desenvolvido entre o Ministério Público brasileiro e o Department of Justice (DoJ), o Ministério da Justiça dos Estados Unidos.

Denúncia feita por esta coluna em janeiro de 2018 revelou que Kenneth A. Blanco, que foi o poderoso chefe da Divisão Criminal do DoJ, apreciava a cooperação ao largo de processos formais como acordos de assistência mútua.

No início das investigações, informações como contas bancárias podem ser trocadas informalmente; após a investigação chegar em um ponto em que os procuradores estão prontos para prosseguir com o processo, então procede-se aos perdidos formais através dos tratados, de forma a que as provas tenham valor legal”, admitiu Blanco, em conferência da qual participou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O PGR brasileiro confirmou: as informações podem ser trocadas independentemente de requisições formais para investigação. Essas informações orientam as investigações; depois, se chegar à fase de processo, cumprem-se as formalidades.

Janot explicou: “Além do trânsito das evidências através das autoridades centrais, há outras informações que podem ser trocadas com métodos mais atuais, quero dizer, através de WhatsApp, Facebook, algumas coisas são mais secretas, há vários modelos que usamos.”

Blanco sintetizou: “Estamos tendo conversas com alguns países em que estas formalidades não precisem ser tão formais.”

 

Oportunidade

Acossados pela justiça nos EUA por seu protagonismo na crise de opioides, os laboratórios se voltam para novos mercados. O relaxamento das restrições a analgésicos na Índia torna o país de mais de 1,3 bilhão de habitantes o cenário ideal para empurrar as drogas que causam dependência.

Nesta segunda-feira, um juiz norte-americano condenou a Johnson & Johnson a pagar US$ 572 milhões por causa dos opioides.

 

Vendas

Tendências e as mais novas técnicas de vendas utilizadas atualmente no país serão apresentadas aos empreendedores do Rio de Janeiro durante o segundo Ramp Up Tour, evento itinerante, “indicado principalmente para gestores de equipes comerciais que desejam formar times de alta performance”, afirma Ricardo Corrêa, um dos palestrantes e sócio-fundador e CEO da Ramper, plataforma de prospecção digital para empresas B2B.

Outros palestrantes serão Cleber Iyama, CEO da CRM7, Fausto Reichert, CMO do Piperun, e Mayara Drummond, gerente geral da Universidade Previsível. Além da capital fluminense, o encontro – que já passou por Florianópolis, Goiânia, Curitiba e Belo Horizonte – terá uma edição em São Paulo, em dezembro. O evento carioca acontece 19 de setembro, no centro empresarial RB1, das 8h às 19h.

 

Rasga dinheiro

Bolsonaro, que diz não ter recursos, faz beicinho para obter R$ 80 milhões do G7. No primeiro semestre, extinguiu o Fundo Amazônia, que tinha disponíveis R$ 800 milhões para ações ambientais, dinheiro que ainda não tinha destinação definida.

 

Rápidas

O ministro da Justiça, Sergio Moro, fará discurso de abertura da OffshoreAlert Conference Latin America sobre Investigações e Inteligência Financeira, 16 e 17 de setembro, em São Paulo *** A Di Blasi, Parente & Associados lança o Instituto Di Blasi, Parente, com objetivo de apoiar atividades educacionais e culturais no contexto da propriedade intelectual e direito concorrencial, entre outros. O lançamento será em 4 de setembro, na Academia Brasileira de Letras, no Rio *** O Ponto de Leitura do Sesc volta ao Caxias Shopping neste sábado, das 14h às 18h *** Em 2 de setembro, o Rio de Janeiro discutirá as limitações da Lei Anticorrupção e as iniciativas para tirar do papel os acordos de leniência com as empresas acusadas de irregularidades. Organizado pelo site ConJur e Associação dos Magistrados (Amaerj), o painel tem confirmadas as participações do ministro do STJ Antônio Saldanha, do procurador-geral do MPRJ, Eduardo Gussem, do desembargador do TRF-2 Abel Gomes, entre outros. Confirmação de presença pelo e-mail eventos@consultorjuridico.com.br

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

G20 analisa aumentar taxação de corporações, mas…

Proposta tem que ser vantajosa para todos, não só para as sedes das multinacionais.

Botes salva-vidas para a classe A

No mundo de negócios, é tudo uma questão de preço.

Mortes dos essenciais

Aumentam em mais de 50% óbitos de caixas, frentistas e educadores.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

‘Eu quero uma casa no campo…’

Êxodo urbano: mais de 1,3 milhão de famílias brasileiras pretendem migrar para áreas rurais.

Direita vence no Equador

Banqueiro Guillermo Lasso vence socialista Andrés Arauz no segundo turno da eleição.

Mercados internacionais abrem com cautela

Enquanto isso acontece lá fora, aqui Ibovespa ensaia leve alta.

Semana começando sob tensão

Desde a semana passada, segue a novela do Orçamento.

Eleição no Peru está indefinida. Empate técnico entre 5 candidatos

Primeiro turno será no domingo. segundo turno está previsto para o dia 6 de junho.