35.9 C
Rio de Janeiro
segunda-feira, janeiro 18, 2021

Informalidade é uma das causas de baixas vendas do comércio do Centro

O comércio do Centro do Rio registrou mais um desempenho ruim em 2020, segundo dados do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio). Os números mostram que nos nove meses do ano em que as lojas ficaram abertas (o comércio ficou fechado da segunda semana de março até a primeira semana de junho por conta da pandemia) registraram vendas negativas: menos 6,9% nos produtos do ramo mole (bens não duráveis) e menos 9,2% no ramo duro (bens duráveis). Se forem computados o desempenho zero dos três meses em que as lojas ficaram fechadas por conta da pandemia do coronavírus esses números sobem para menos 31,9% no ramo mole e menos 30,2% no ramo duro. O ano passado, também com desempenho negativo, os números foram de menos 5% no ramo mole e menos 6,1% no ramo duro.

De acordo com os lojistas, além da pandemia e do desemprego, as principais causas desse desempenho negativo foram a violência, o grande número de camelôs, o aumento brutal de moradores de rua e a sujeira afastaram o consumidor do centro da cidade que se tornou um verdadeiro deserto, influenciando decididamente no desempenho das vendas, além do fechamento de centenas de estabelecimentos comerciais.

Segundo Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), as entidades tem feito diversas gestões junto às autoridades no sentido de coibir a violência, os camelôs e os moradores de rua, que tomam conta do Centro, afastando o consumidor das compras e prejudicando o comércio.

“Isso poderia, mesmo com a pandemia, amenizar o prejuízo dos lojistas do Centro”, diz Aldo.

Leia mais:

Diminui o percentual de famílias endividadas na cidade do Rio

Inadimplência de famílias diminui, mas proporção de endividados é alta

Artigos Relacionados

Alta do IPC-S foi puxada por anuidade de conselho classista

Entre os itens em baixa, maior contribuição partiu do grupo habitação, de 1,97% para 0,74%.

Setor funerário pede prioridade na vacinação

Para sindicato da categoria, profissionais são o último elo da cadeia sanitária e estão muito expostos ao vírus.

Política de comércio exterior do governo fracassa

Prioridade aos EUA traz déficit de US$ 2,7 bilhões.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

SEG NOTÍCIAS – Caixa assume gestão dos recursos e pagamentos do Dpvat

Não há nenhuma mudança nas regras de indenização; presidente da Caixa, Pedro Guimarães, deu detalhes.

Início da vacinação no Brasil deixará mercados atentos

Discurso de Christine Lagarde, do BCE evidencia a preocupação dos formuladores de política econômica da região.

Positivismo com o início da vacinação no Brasil

Conflito de Dória com Bolsonaro aumentou ontem após o início da vacinação ter sido em São Paulo.

IBC-Br de novembro mostrou avanço de 0,59%

Com a leitura de hoje, o índice dessazonalizado permanece ainda -1,86% abaixo do nível registrado em fevereiro de 2020.

Semana foi complicada para mercados de risco

Expansão da Covid, recrudescência no isolamento, nova cepa do vírus e possível impeachment de Trump assustaram investidores em todo mundo.