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sexta-feira, janeiro 15, 2021

Ingresso de ouro

     
               
          Ingresso de ouro
Em apenas dois dias, os contribuintes do Rio de Janeiro foram expostos a duas demonstrações emblemáticas sobre o processo de sangria das finanças do estado. Um dia depois de o Senado reduzir o total dos royalties a que o estado tem direito como produtor de petróleo, a  Fifa limitou a sete o número máximo de partidas no estádio. Com a reforma do Maracanã fixada em R$ 775,8 milhões, cada jogo no estádio custará R$ 110,828 milhões para a população do estado. Isso significa ainda que cada partida sairá a cerca de R$ 6,9 mil para cada um do 16 milhões de moradores do Rio. E a Fifa que ainda é contra a meia entrada…

Dura realidade
Um brasileiro que se contente com a mídia tradicional deve estar espantado com a evolução do processo político e social dos países da América do Sul. O Chile, apresentado como exemplo de sucesso da política econômica ortodoxa e da democracia, se debate entre manifestações de estudantes e greves de trabalhadores. Já a Argentina – que, segundo os “jornalões”, enfrenta uma inflação de dois dígitos (quase 30% ao ano, segundo os “analistas independentes”) e sofre com o empobrecimento da população – prepara-se para reeleger, muito provavelmente no primeiro turno, neste final de semana, a presidente Cristina Kirchner. Haja contorcionismo para justificar porque os fatos andam na contramão das versões.

Fiscalização
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) lança, na próxima quarta-feira, a campanha permanente “Brasil: País rico é país sem corrupção” que pretende intensificar a luta da PF em combate aos crimes de colarinho branco: “O custo da corrupção representa todo o dinheiro que deixa de ser aplicado no país em atividades produtivas, políticas públicas, segurança, saúde, educação, moradia etc. Quanto maior a omissão no controle dos desvios de recursos, maior será o prejuízo para os brasileiros”, alerta o presidente em exercício da ADPF,  Bolivar Steinmetz: “Não basta o governo controlar os gastos, cortar recursos. É preciso investir em mecanismos de fiscalização”, conclui Bolivar.

Dobro
A multinacional norte-americana Procter & Gamble vai investir cerca de R$ 1 bilhão no Brasil entre 2011 e 2013. A empresa, revela a revista AméricaEconomia, pretende dobrar o seu tamanho no país até 2015. A P&G detém marcas como Gilette, Oral-B, Ariel e Duracell.

Projeto chinês
Márcio Abdenur, vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, é o convidado para o debate “China hoje: projeto nacional, desenvolvimento e socialismo de mercado”, que marca o pré-lançamento do livro de autoria do pesquisador Elias Jabbour, do Centro de Estudos de Estratégias de Desenvolvimento (Cedes/Uerj). O evento ocorrerá segunda-feira, às 19h30m, na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rua São Francisco Xavier 524, 8º andar, sala RAV 84, Maracanã, Rio de Janeiro).

Pitonisas em contrição
É da lavra de Júlio Gomes de Almeida, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), uma rara recomendação de humildade à categoria: “Tenho de lembrar que os economistas estão se acostumando a errar projeções sobre a China.”

Déficit
As seguidas aprovações no Parlamento da Grécia, por parte de situação e oposição, de medidas de tunga em direitos sociais e trabalhistas, em antagonismo às seguidas e massivas demonstrações de reprovação por parte da grande maioria dos gregos, demonstra que a democracia representativa ocidental enfrenta um dos maiores déficit de credibilidade da sua história.

Barbárie
A execução de Muamar Kadafi depois de ser capturado vivo por integrantes do Conselho Nacional de Transição (CNT) mostra o nível de comprometimento do novo governo líbio posto no poder pela forças da Otan.
     
           
     

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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