26.4 C
Rio de Janeiro
sábado, janeiro 16, 2021

Inovação em química

A indústria química brasileira teve, em 2015, um faturamento líquido de US$ 112,4 bilhões, segundo cálculos da associação do setor (Abiquim). É uma queda em relação aos US$ 156,7 bilhões do ano anterior, que foi mais influenciada pela cotação do dólar do que pela recessão. O país ocupava a sexta posição entre os maiores produtores do mundo. A China é líder disparada, com faturamento de US$ 1,8 trilhão em 2014, mais que o dobro do que o segundo, os Estados Unidos, com US$ 800 bilhões. Em 2015, o Brasil exportou US$ 13,1 bilhões em produtos químicos. As importações somaram US$ 39,6 bilhões. O déficit, portanto, foi de US$ 26,5 bilhões (em 1991, era de apenas US$ 1,5 bilhão).

Os números mostram que, se por um lado o país tem uma indústria forte no setor, tem muito espaço para crescer. Ninguém vai achar que a China assumiu a folgada liderança atual só com mão de obra barata. Se pretende ser o quinto do mundo, como planejam os líderes da química brasileira, tecnologia é fundamental. Pesquisa e inovação são chaves. Em novembro, um evento reunirá no Rio de Janeiro o melhor da expertise internacional, criando o principal ponto de encontro para geração de grandes negócios. A TeQ 2016 – Feira Internacional de Fornecedores da Indústria Química e de Processos será realizada nos dias 8, 9 e 10, no Riocentro. Organizada pela Deustsche Messe AG, através da subsidiária brasileira Hannover Fairs Sulamérica, a feira é uma parceria com a alemã Dechema – Sociedade de Engenharia Química e Biotecnologia.

A Dechema é o maior hub de pesquisa química da Europa. A cada três anos, realiza em Frankfurt a Achema, feira que também engloba um congresso e é o maior evento de tecnologia química do mundo. A meta é trazer para o Brasil a ideia da interconexão entre os sistemas, passando a troca de informações entre si, que vai desde a linha de produção até as tomadas de decisão. Ou seja, um cenário mais conectado. Os organizadores esperam receber 120 expositores e 10 mil vistantes na TeQ 2016, que é uma mostra da confiança do estrangeiro no Brasil, apesar dos problemas conjunturais no país.

Peritos fora

Entidades representativas de peritos papiloscopistas e de policiais civis procuraram a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco (SDS/PE) e o Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) para pedir que a secretaria esclareça por que motivo cancelou a perícia que seria realizada, na quinta-feira de manhã, no quarto de motel onde o empresário Paulo César de Barros Morato, foragido da Operação Turbulência, foi encontrado morto no dia anterior. O caso tem ligação com o ex-governador e ex-candidato a presidente Eduardo Campos, que morreu durante a campanha de 2014 em um acidente de avião.

Dois peritos que foram ao motel para buscar as impressões digitais na manhã de quinta receberam ordens para cancelar a perícia no local. Eles nem chegaram a entrar no quarto. A ordem é um desvio do padrão do trabalho de perícia.

Fontes de Pernambuco negam que pretendam chamar o perito Badan Palhares para cuidar do caso.

Vinho na Flip

A escritora e professora da UVA (Universidade Veiga de Almeida) Míriam Aguiar participará da mesa redonda “O vinho em nossa mesa”, nesta terça, às 19h30, na Flip Paraty 2016. Miriam, que dedicou suas pesquisas de doutorado (USP) e pós-doutorado (UFRRJ/UMR Innovation, Montpellier, França) a estudos sobre o mercado de vinhos, é autora do livro A Qualidade no Consumo do Vinho.

Pé na cova

Representantes da Força Sindical, UGT, NCST e CSB se reunirão nesta terça, às 15h, no Palácio do Planalto, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O tema em debate serão as propostas apresentadas pelas centrais para a reforma da Previdência. O clima deve esquentar. Os sindicalistas já reclamavam da fixação de idade mínima em 65 anos, mas agora os Chicago Boys instalados no Planalto já ventilam em 70 anos.

Rápidas

A FGV Direito Rio promove nesta quarta, em parceria com o Arq. Futuro, o seminário “Novos modelos de gestão de parques urbanos: o caso do Parque do Flamengo”. A entrada é gratuita mediante inscrição pelo site http://direitorio.fgv.br *** O advogado Bruno Di Marino lança o livro de poesias Eu Nunca Sei e Outros Feitiços na próxima quinta, às 19h30, no LZ Studio, em Ipanema. A atriz Zezé Motta fará leitura de trechos da obra *** Nestas terça e quarta-feira, a Unigranrio/Caxias realizará o II Simpósio Internacional Interdisciplinaridade: diálogos com América Latina. Será no Campus 1 (Rua Professor José de Souza Herdy, 1.160, 25 de Agosto, Duque de Caxias – RJ) *** O psiquiatra Isaac Charam lança Depressão e Melancolia (Letra Capital Editora) *** O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, a cientista social Maria Hermínia Tavares de Almeida, da USP, e o economista Marcos Troyjo, da Universidade de Columbia, debatem, na FGV, nesta quarta, a transição do Brasil para o desenvolvimento, a caminho de uma sociedade mais igualitária e inclusiva, tema do livro Brazil in Transition, do professor Carlos Pereira, da FGV/Ebape, em co-autoria com outros acadêmicos, que será lançado na ocasião.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Grande produtor rural não paga impostos

Agronegócio alia força política a interesses do mercado financeiro.

Não foi a disrupção que derrotou a Ford

Mercado de automóveis está mudando, mas montadora sucumbiu aos próprios erros e à estagnação que já dura 6 anos.

Quantas mortes pode-se debitar na conta de Bolsonaro?

Se índice de óbitos por Covid-19 no Brasil seguisse a média mundial, teriam sido poupadas 154 mil vidas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Varejo sente redução no auxílio e alta da inflação

Comércio ficou estável em novembro e quebrou sequência de recuperação.

Senado quer que Pazuello se explique

Pedido de convocação para cobrar ação do Ministério da Saúde no Amazonas.

Lenta recuperação na produção industrial dos EUA

Setor ainda está 3,6% abaixo do nível anterior à pandemia.

Realização de lucros em âmbito global

Bolsas europeias e os índices futuros de NY operam em baixa nesta manhã de sexta-feira.

Desaceleração deve vir no começo do primeiro trimestre

Novo pacote de estímulo fiscal, bem como o avanço da imunização, deve garantir reaceleração em direção ao final do período.