Instagram cresce na pandemia e já é 31% maior que Facebook

No Brasil, quantidade de postagens em ambos é a quase a mesma; audiência de marcas é maior no FB; quantidade de interações é maior no Insta.

Informática / 15:45 - 21 de set de 2020

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Estudo da plataforma Socialbakers revela que o Instagram ampliou sua liderança sobre o Facebook durante a pandemia. Em termos de audiência global, a rede social ampliou para 31,2% a vantagem que era de 28% no primeiro trimestre de 2020.

O total de interações no Instagram foi 18,7 vezes maior do que no Facebook entre os meses de abril, maio e junho. As marcas, no entanto, publicaram mais conteúdo no Facebook, que recebeu cerca de 70% de todas as postagens dos 50 maiores perfis de empresas, mesmo com a interação nessa rede social sendo muito menor do que no Instagram.

O Instagram quase bateu seu próprio recorde de interações no final de junho, e durante o período raramente ficou abaixo de 80%. Já no Facebook, o envolvimento com as postagens diminuiu significativamente, passando de 100% em março para 50,8% durante os meses de abril, maio e parte de junho, antes de aumentar novamente no final de junho, quando voltou aos níveis normais. "O Instagram está se tornando a plataforma de mídia social número um quando se trata de engajamento de marcas. Quando olhamos para o engajamento em um nível absoluto, o Instagram tem um alcance maior por marcas do que o Facebook", explica Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers.

No Brasil, a quantidade de postagens feitas tanto no Instagram quanto no Facebook é quase a mesma. Porém, ao contrário do que ocorre no mundo, a audiência das marcas ainda é maior no Facebook, mesmo que a quantidade de interações nessa mídia social seja muito menor do que no Instagram.

"O Instagram teve um aumento de atividade, a plataforma quase atingiu seu pico relativo das interações no final do trimestre. Além disso, vimos um crescimento do público-alvo e interações totais no Instagram das 50 maiores marcas na rede social. Esse panorama mostra que o caminho seguirá positivo para o Instagram no futuro. A plataforma continua sendo altamente eficaz para promover o engajamento e alcançar grandes públicos e é cada vez mais o lugar certo para as empresas se mostrarem de maneira criativa, estimularem engajamento e aumentarem o reconhecimento da marca ", explica Alexandra.

Uma outra descoberta é que os posts de carrossel, que permitem a publicação de até 10 imagens e vídeos, têm superado consistentemente a imagem e o vídeo usados separadamente. E, com a média de 150,5 interações, alcançou o maior engajamento dos últimos 15 meses. As principais marcas publicaram mais postagens no Facebook, mas o engajamento nessas postagens não atingiu os números alcançados no Instagram. Conclusões do novo relatório Social Media Trends Report Q2 2020 da Socialbakers foram feitas com base nos 50 maiores perfis de marcas do mundo e no Brasil, entre abril e junho deste ano.

Já o YouTube lançou, no último dia 14 de setembro, na Índia, o YouTube Shorts. O recurso permite aos usuários carregar vídeos curtos de 15 segundos ou menos, usando algumas ferramentas de criação, se tornando bem semelhante ao TikTok.

Diante da novidade, o CEO da Socialbakers, Yuval Ben-Itzhak, acredita que o YouTube Shorts se assemelha a outra ferramenta disponibilizada recentemente. "Após o lançamento do Instagram Reels, não é nenhuma surpresa ver o YouTube procurando se adaptar ao TikTok e aproveitar o tipo de conteúdo do momento." O especialista em mídias sociais ainda conclui que a liberação da nova funcionalidade foi feita em um país específico por um motivo. "Ao lançar o YouTube Shorts primeiro na Índia, o Google busca tirar proveito da ausência do TikTok no mercado. O TikTok foi proibido na Índia no início deste ano, deixando os usuários e influenciadores ávidos por uma plataforma ou formato de conteúdo para substituí-lo", explica.

Ben-Itzhak ainda comenta a evolução dos aplicativos no decorrer dos anos. "Os formatos de conteúdo estão em constante evolução. Dos primeiros dias do Facebook com postagens de texto puro, ao formato de vídeo de formato longo no YouTube, então à mudança impulsionada pelo Instagram para imagens e o infame formato Story do Snapchat. Hoje é tudo sobre clipes curtos com música que ficou famosa por TikTok. Conforme os usuários mudam de um formato para o outro, as plataformas estão ajustando suas experiências de acordo. É bom ver que o YouTube entende essa mudança e está desenvolvendo novos formatos de conteúdo para manter seus usuários envolvidos."

Apesar da popularidade do TikTok entre os usuários e de seu status como o aplicativo do momento, a ameaça é clara. O Instagram tem uma audiência de 1 bilhão de MAUs (usuários ativos por mês) e o YouTube uma audiência de 2 bilhões de MAUs, então se o TikTok será capaz de competir com as maiores plataformas de mídia social do mundo a longo prazo dependerá de sua capacidade de aumentar ainda mais sua base de usuários e atrair dólares de publicidade de grandes marcas. "Hoje não há falta de interesse na TikTok nos círculos de marketing, mas se esse interesse se traduzirá em receita e sucesso a longo prazo ainda está para ser visto", conclui.

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