Inteligência artificial nas empresas: do poder acelerador à capacidade de atender demandas crescentes com ética e segurança

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Retrato gerado por inteligência artificial - IA (foto Mao Siqian, Xinhua)
Retrato gerado por inteligência artificial - IA (foto Mao Siqian, Xinhua)

Segundo a pesquisa TIC Domicílios, 29,4 milhões de pessoas não acessaram a internet no Brasil em 2023. Ainda assim, a Inteligência Artificial (IA) é pauta cada vez mais recorrente entre os C-levels do país. Afinal, quem não quer garantir otimização de custos, mais produtividade, tomadas de decisões estratégicas e, consequentemente, resultados tangíveis aos negócios?

Enquanto parte das organizações já se beneficia de derivações dessa tecnologia em seus processos, a crescente adoção de recursos deste cunho aumenta a competitividade entre as empresas e fomenta uma ampla discussão acerca dos desafios atrelados à segurança e à ética dos dados. Isso porque, para usar a IA na extensão que as organizações almejam, a base de dados e infraestrutura precisam estar modernizadas e, em diversos cenários, disponíveis na nuvem.


A Inteligência Artificial é a Espinha Dorsal da Reinvenção Empresarial

Quando se trata da área de vendas, é preciso deixar claro que a Inteligência Artificial nunca caminha sozinha, sendo parte de uma equação muito maior, que envolve Dados, CRM (Customer Relationship Management), a própria IA e a confiança relacionada à segurança. Nesse contexto, quem já entendeu o poder dessa equação já conta com uma vantagem competitiva ainda maior para usufruir de todos os benefícios da IA em seu negócio.

Quando o assunto é dado, seu grande volume gerado pelas empresas nos últimos anos traz consigo um enorme desafio para harmonizar, estruturar e tirar insights valiosos. Ocorre que agora, para além disso, é necessário explorar esses mesmos dados para treinar modelos e prever comportamentos, a fim de torná-los combustível para impulsionar a aplicação de IA. Isso porque a tecnologia não decide nada sozinha e, portanto, os dados precisam estar bem estruturados para garantir a qualidade das respostas geradas.

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O CRM, por sua vez, é o grande responsável por nutrir e gerenciar o relacionamento com toda a cadeia de stakeholders, tornando possível aplicar a estratégia de Customer Centricity, por meio do conhecimento profundo dos clientes, segmentação de comportamento, bem como a antecipação de necessidades e demandas nas mais diferentes indústrias.

Por fim, a confiança da empresa com relação à segurança dos dados é crucial para garantir que as informações não sejam utilizadas de maneira indevida e sem consentimento, tendo a certeza de que grandes players não irão se apropriar de dados estratégicos dos clientes para treinar modelos externos, por exemplo.

Inclusive, uma pesquisa da Salesforce aponta que 92% dos líderes das áreas de Analytics e de TI afirmaram que existe um aumento na necessidade de dados confiáveis para trabalhar. Nesse sentido, as empresas têm realizado grandes investimentos em IA para agregar as últimas novidades à sua realidade.

Para se ter uma ideia, um estudo do IDC aponta que as plataformas de IA devem crescer 38% na América Latina em 2024 e estima que até 2028, 35% dos serviços de empresas da região incluirão entregas já habilitadas para IA generativa.

Desta forma, enquanto o mercado abraça a mudança trazida pela IA, é importante que negócios especializados em sua implementação se unam às organizações, para que se valham de toda essa nova capacidade, e dividam a vitória dos resultados com seus clientes, parceiros e talentos.

A combinação desses elementos é a chave para aproveitar ao máximo o potencial da IA. Com essa cadeia bem estruturada, é possível criar previsões personalizadas e recomendações capazes de gerar insights preditivos, bem como operacionalizar a IA incorporando-a a todos os fluxos de trabalho ou processos de negócios.

Assim, torna-se viável uma série de otimizações. Pensando em vendas, pode-se considerar a priorização dos principais leads e oportunidades, e a antecipação das necessidades dos clientes, sem deixar de lado a ética no que diz respeito aos dados, além de agregar inovações a uma série de áreas, com a previsibilidade dos dados, automatização de tarefas, personalização de atividades e, ainda, respostas mais personalizadas e eficientes.


Aplicações em Diferentes Mercados

Outro aspecto relevante sobre a Inteligência Artificial nas empresas é considerar que esse modelo pode ser aplicado a qualquer indústria, proporcionando diferenciais competitivos que realmente se destacam, potencializando resultados a curto prazo à medida que a tecnologia evolui de forma constante. E, já que essa tecnologia abre possibilidades infinitas para que empresas de diversos setores prosperem, é preciso compreender as especificidades de cada indústria e as reais necessidades da organização. Daí a importância de encontrar parceiros especializados e com as certificações necessárias.

No setor de Telecom, por exemplo, de acordo com o Gartner, até 2026, 95% das empresas desse segmento implantarão iniciativas de dados, análise e IA para aprimorar a experiência do cliente e melhorar o planejamento de produtos.

Nesse sentido, no mercado de Telecom, a IA pode ser utilizada de maneira eficiente para otimizar as visitas técnicas presenciais. Neste caso, ao tirar uma foto do problema antes mesmo de agendar a visita, o cliente possibilita a análise automatizada da imagem, que verifica a existência de um defeito vigente ou identifica um problema mais simples, passível de resolução pelo próprio usuário. Esse processo aprimora significativamente a logística de deslocamento dos técnicos, por meio de um sistema inteligente, garantindo, assim, maior assertividade operacional.


Adesão Estratégica

É importante ressaltar que, mais do que adotar a Inteligência Artificial por ser uma tendência, o mercado exige um olhar consultivo acerca da implementação dessa tecnologia. Embora o retorno financeiro seja um grande atrativo para sua adoção, quem não souber surfar nessa onda agora pode ficar para trás. Para aproveitar ao máximo esse hype, cada organização deve adotar o caminho que lhe for mais conveniente, como escolher uma frente específica, explorar em seus processos internos ou mesmo mirar na eficiência operacional.

Além dos dados, não há outro pré-requisito para implementar a IA, a não ser o desejo de sua adoção ou de otimizar algum processo em seu negócio. No entanto, na corrida para a GenAI, as equipes que fizeram a lição de casa são as que já estão na nuvem, investiram em arquitetura de dados e utilizam ferramentas de CRM para acompanhar atualizações em tempo real, de forma segura e organizada.

Outro ponto importante é contar com um time de especialistas para orientar quanto ao seu uso e boas práticas, especialmente no que se refere às questões de segurança. Além disso, para assegurar processos ágeis e eficientes, que levem ao crescimento e competitividade, as pessoas por trás da engrenagem ainda são o maior impulsionador da transformação, uma vez que a expertise pode ser um dos maiores aceleradores na trajetória de uma empresa para o futuro. No final, a tecnologia que realmente agrega valor é aquela que transforma os negócios com seriedade, responsabilidade e método.

Gustavo Rodrigues é CEO e Mayra Tinoco COO da Everymind, líder e referência em implementações Salesforce há quase 10 anos no mercado.

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