Sondagem do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, e realizada nos dias 20 e de 23 a 25 de março, com 870 consumidores da Região Metropolitana do Rio, mostra leve avanço na intenção de compra para a Páscoa em 2026 na comparação com o ano passado.
De acordo com o levantamento, 64,3% dos entrevistados pretendem presentear alguém neste ano, acima dos 62,8% registrados em 2025. Já os que afirmaram não ter intenção de compra somam 30,3% esse ano, ante 28,8% no ano passado. O percentual de indecisos recuou, passando de 8,4% em 2025 para 5,4% em 2026.
Entre os consumidores que pretendem presentear na Páscoa em 2026, os itens mais tradicionais seguem na liderança. Os bombons aparecem como a opção mais citada, escolhidos por 44,9% dos entrevistados, seguidos de perto pelos Ovos de Páscoa, com 43,7%. As barras de chocolate também têm participação relevante, com 28,8%.
O levantamento aponta que o gasto médio com presentes para a Páscoa em 2026 é estimado em R$ 128. Já a movimentação financeira deve alcançar R$ 300 milhões.
Em relação aos canais de compra, as lojas físicas seguem como principal escolha dos consumidores. 88% afirmam que pretendem comprar em lojas físicas. As compras online aparecem com 5,7% das intenções, enquanto 5,4% dos consumidores indicam que devem utilizar ambas.
Preço define compras na data para 73% dos trabalhadores brasileiros
Já segundo pesquisa da Pluxee, o aumento dos preços é o principal fator de influência para 73% dos trabalhadores ao comprar os itens para a data.
O estudo, realizado em fevereiro com mais de 1.000 consumidores, mostra que a tradicional celebração em família está sendo adaptada ao orçamento. O investimento médio na refeição de Páscoa (R$ 195) supera o destinado aos chocolates (R$ 113).
A estratégia também influencia a escolha dos locais de compra. Em uma pergunta de múltipla escolha, os respondentes indicaram preferência por supermercados (76%), seguidos por feiras locais (25%) e, na sequência, atacarejos e lojas especializadas de chocolate (22% cada). Nesse cenário, os benefícios como o vale-alimentação deixam de ser um complemento e ganham protagonismo para viabilizar a celebração.
A pesquisa reforça o papel decisivo dos benefícios no orçamento da data, com 88% dos consumidores utilizando algum tipo de auxílio – como vale-alimentação, vale-refeição ou vale-presente. Para 36%, esses benefícios são a principal forma de pagamento, enquanto 39% os utilizam como complemento ao orçamento. Além disso, 25% afirmam que os benefícios ajudam a cobrir parte dos gastos, sendo combinados com outros meios de pagamento.
Quando o saldo do benefício não é suficiente, o cartão de crédito é a principal alternativa para 42% dos usuários na hora de complementar as compras, seguido pelo cartão de débito (26%) e pelo Pix (19%). O valor dessa complementação também é significativo: quase metade dos entrevistados (46%) estima gastar mais de R$ 200 do próprio bolso.

















