Intenção de consumo das famílias fica estável em outubro

Segundo CNC, ante outubro de 2020, foi registrada alta de 6,6%, a quarta taxa positiva neste tipo de comparação.

A intenção de consumo das famílias ficou estável na passagem de setembro para outubro deste ano, segundo pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com o resultado, o indicador interrompeu uma sequência de quatro altas mensais.

Em relação a outubro do ano passado, no entanto, foi registrada uma alta de 6,6%, a quarta taxa positiva neste tipo de comparação.

Na passagem de setembro para outubro deste ano, apenas dois dos sete componentes do indicador tiveram alta: as avaliações sobre emprego atual (1,7%) e sobre perspectiva profissional (1,3%). A análise sobre renda atual manteve-se estável nos dois meses.

Por outro lado, quatro componentes tiveram queda de setembro para outubro: acesso ao crédito (-0,7%), nível de consumo atual (-0,4%), perspectiva de consumo (-1,8%) e momento para a compra de bens duráveis (-1%).

Já na comparação com outubro do ano passado, tiveram crescimento os componentes de emprego atual (6,4%), perspectiva profissional (6,9%), renda atual (4,3%), nível de consumo atual (12,1%) e perspectiva de consumo (19,6%). Dois componentes tiveram queda: momento para duráveis (-0,9%) e acesso ao crédito (-1%).

Estudo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontou que o saldo total da carteira de crédito deve crescer 1,6% em setembro, registrando o oitavo avanço mensal seguido. O destaque deverá vir da carteira destinada às famílias, que deve avançar 1,8% no mês, beneficiada pela retomada das atividades econômicas e pela recuperação do mercado de trabalho, que estimulam, em especial, as linhas de consumo e de crédito pessoal. Com o novo avanço, o ritmo de expansão anual da carteira Pessoa Física deve seguir acelerando, de 18,8% para 19,1%, o maior desde novembro de 2011 (+19,8%).

As estimativas são da Pesquisa Especial de Crédito da Febraban, divulgada mensalmente como uma prévia da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central. As projeções são feitas com base em dados consolidados dos principais bancos do país, que representam de 39% a 89% do saldo total do Sistema Financeiro Nacional, dependendo da linha de crédito, além de outras variáveis macroeconômicas que impactam o mercado de crédito.

Apesar do bom resultado esperado para o mês, a elevada base de comparação deve fazer com que o ritmo de expansão anual da carteira total de crédito mostre nova desaceleração, de 15,9% para 15,3%.

Segundo a pesquisa, o bom desempenho do crédito às famílias deve ser visto nos dois segmentos. A carteira livre deve avançar 1,9%, enquanto a carteira com recursos direcionados deve mostrar alta de 1,6%, novamente impulsionada pela elevada demanda pelos créditos imobiliário e rural.

Já a carteira de Pessoa Jurídica deverá avançar 1,3% em setembro, puxada pela carteira livre (+1,6%).  A carteira direcionada, por sua vez, deverá mostrar uma expansão mais contida, de 0,9%, acrescenta.

No geral, apesar de estimativa de avanço no mês, a carteira Pessoa Jurídica deve seguir perdendo força, com o ritmo de expansão anual recuando de 12,2% para 10,6%, reflexo do término dos programas emergenciais e a retomada das captações das grandes empresas no mercado de capitais.

A Pesquisa Especial de Crédito mostra que as concessões de crédito devem ficar praticamente estáveis em setembro, com um pequeno avanço de 0,3%. No entanto, se o resultado for ajustado por dias úteis, o crescimento vai para 5%. Na série sem ajustes, a alta do mês deve ficar concentrada nas concessões destinadas às empresas, com estimativa de crescimento de 3,4%. O resultado deve ser puxado pelas operações com recursos livres, impulsionadas pela retomada da atividade e pela sazonalidade favorável das linhas de fluxo de caixa. Já as operações com recursos direcionados devem seguir acomodando com o término dos programas emergenciais de crédito.

As operações destinadas às famílias, por sua vez, devem retrair 2,3%, embora mantendo-se em elevado patamar histórico.  A variação acumulada em 12 meses deve seguir ganhando tração, acelerando para 18,8%, o que reforça a liderança das operações pessoa física para o crescimento do crédito no ano.

 

Com informações da Agência Brasil

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