Interesse

O Salim Group (maior conglomerado indonésio) vai investir na produção de dendê na Amazônia brasileira. Nesta terça, Ossy Tirta, diretor do grupo, esteve na Embrapa Solos (Rio de Janeiro) junto com o cônsul em São Paulo, Paulo Camiz de Fonseca. Recebidos pelo pesquisador Antonio Ramalho Filho, a equipe asiática veio conhecer melhor o zoneamento agroecológico do dendê na Amazônia legal, mais especificamente no Amapá.

Não ficção
Apenas 7,47% da população brasileira adquirem livros não didáticos e comprometem ínfimo 0,05% da renda familiar; na média nacional, 40,7% das famílias brasileiras adquirem algum tipo de material de leitura. Os dados são da pesquisa “O Livro no Orçamento Familiar”, encomendada por oito entidades ligadas ao mercado editorial, a partir de dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2002-2003), do IBGE, em entrevistas com quase 50 mil famílias.

Revistas e jornais
Os gastos com material de leitura (revistas, jornais, livros didáticos e não-didáticos, fotocópias, livros religiosos, técnicos, dicionários, apostilas e em bibliotecas) foram de R$ 5,471 bilhões.
Comparados a outras despesas não essenciais, ficaram atrás de fitas, discos, CDs, softwares, jogos etc. (incluindo aparelhos), que levaram R$ 19,303 bilhões; de gastos com telefonia celular (R$ 8,816 bilhões); e de dispêndios com opções de lazer fora de casa (R$ 6,154 bilhões).
O gasto médio anual com revistas, por família, chega a R$ 42 e com jornais, a R$ 17. Juntos, ficam com metade dos gastos com material de leitura. A despesa com livros didáticos representa 19,6% do total. Livros não-didáticos levam apenas R$ 11 por ano.

Convescote
Na América Latina, apenas 36% das famílias têm acesso a serviços bancários; nos Estados Unidos, a média é de 91%. De olho neste mercado potencial – que só se concretizará com melhor distribuição de renda, pois banco não aceita cliente que ganha pouco – acontecerá nos EUA, de 15 a 17 de novembro, em Miami, a 43ª Assembléia Anual da Federação Latino-americana de Bancos (Felaban). São esperados 1,5 mil banqueiros de 50 países das Américas, da Europa e da Ásia.

Sangue novo
O empresário Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio, assume na próxima sexta-feira a presidência do novo Conselho Empresarial de Comércio de Bens e Serviços da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Alianças
A Corregedoria Geral da Justiça do Rio dispensou os cartórios de exigir aos noivos certidões de nascimento atualizadas para darem entrada no processo de casamento, desde que sejam legíveis os dados do documento original. A decisão do corregedor Roberto Wider, além de reduzir a burocracia, reduz a despesa dos noivos com a documentação.

“T” de trabalhador
“É de se supor que adquirir ações da Petrobras, em tempo de pré-sal, seja algo bom, promissor. Então, por que o presidente Lula quer impedir os trabalhadores de fazê-lo? Logo os trabalhadores!”, protestou o deputado federal Otávio Leite (PSDB), sobre a polêmica da utilização do FGTS para participar da chamada de capital na estatal.

Privatizar é…
O slogan “São Paulo não pode parar” é da Era AT (Antes da Telefônica). Com a operadora espanhola comandando as telecomunicações do principal estado brasileiro, ele mudou para “São Paulo saiu do ar”.

Xerife de lata
O mais recente apagão provocado pela Telefônica desperta uma curiosidade sobre a utilidade das agências de regulação: afinal, qual será a punição rigorosa que a Anatel vai adotar contra a empresa espanhola? Suspender a venda de serviços durante cinco minutos ou cobrar R$ 1 por ano pelos danos causados?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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