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sábado, janeiro 16, 2021

“Interesses poderosos”

Trinta e duas entidades sindicais do serviço público em todo o Brasil, representantes de auditores-fiscais da Receita Federal, em sua maioria, divulgaram nota em defesa do juiz federal Fausto de Sanctis, que atendeu ao pedido de prisão de Daniel Dantas feito pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. As entidades lamentam “a tentativa de atemorização da independência dos magistrados” e dizem que isso “constitui uma ameaça ao Estado de Direito”. “Na qualidade de autoridades de Estado que também enfrentam interesses poderosos, não podemos nos calar diante da tentativa de uso dos órgãos correicionais para atacar a autonomia do exercício da magistratura”, afirmam as entidades.

A Amazônia é deles
Apenas 30% das pesquisas sobre a Amazônia têm a participação de pesquisador com residência no Brasil. O dado alarmante foi apresentado esta semana pelo pesquisador do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Adalberto Luís Val durante a 60° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. “Se soberania hoje é informação, esse é o tamanho da soberania que temos sobre a região”, afirmou Val.

Apenas 2%
Proposta da Academia Brasileira de Ciências (ABC) entregue aos ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger prtende impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico na Amazônia e atrair pesquisadores de alto nível para a floresta.
O pesquisador Val defende que é possível formar pelos menos 2,1 mil novos doutores na região até 2011 e expandir o número de universidades e centros de pesquisa. A Amazônia Legal ocupa quase 60% do território brasileiro e responde por 7,8% do Produto Interno Bruto do país. Mesmo assim, os recursos em ciência e tecnologia para a região são apenas 2% do total nacional.

SAC
As classes C, D e E fazem a festa do comércio, mas ainda exercem pouco seus direitos de consumidor. O percentual de consumidores das classes A/B que já ligaram para alguma central de atendimento ao consumidor referente a algum problema com produto ou serviço foi de 42%; já na classe C foi de 21%, e nas classes D/E, de apenas 8%.
O resultado está na pesquisa Índice Nacional de Serviços ao Cliente (INSC), feita pelo grupo Padrão e pela E-Consulting. Os serviços de atendimento ao consumidor (SAC) ficam mal na foto: 40% dos entrevistados que recorreram ao serviço disseram que o problema foi resolvido totalmente, mas 32% afirmaram que o problema não foi solucionado e 28% responderam que o problema foi resolvido parcialmente.

Cara a cara
A pesquisa mostra que, independentemente da idade e classe social, 40% dos consumidores com problemas optam por ir à loja, 34% preferem o telefone fixo e 15% utilizam mais o telefone celular. A Internet só ganha algum espaço entre os jovens de 16 a 24 anos.

“Bom dia…”
Um resultado da pesquisa é polêmico: o que mostra que 87% dos consumidores aceitam receber ligações desde que o atendimento seja bem feito. Para Roberto Meir, publisher do Padrão e especialista em relações de consumo, esses dados não validam a tese de que o consumidor brasileiro não gosta de telemarketing. “Existem empresas sérias, certificadas pelo Programa Brasileiro de Auto-Regulamentação do Setor de Relacionamento (Probare). Elas respeitam os horários e dias para realizar ligações, capacitam seus funcionários adequadamente, resolvem o problema no tempo previsto pelo código de ética do setor”, explica.
Participaram da pesquisa mil pessoas de 70 cidades do Brasil, acima de 16 anos. Enquete informal feita pelo DataFatos mostrou que 100% questionam o que é um “atendimento bem feito”.

Poder para o Congresso
O deputado federal Antonio Carlos Pannunizo (PSDB-SP) entregou à Mesa Diretora da Câmara uma proposta de emenda à constituição (PEC) que estabelece o orçamento impositivo, obrigando o Executivo a cumprir a lei orçamentária aprovada pelo Congresso. Pannunzio explica que o orçamento é uma lei autorizativa, o que não obriga Executivo a aplicar a verba aprovada pelo Legislativo conforme previsto. O deputado tucano salienta que, da forma como está, a lei orçamentária acaba servindo como instrumento de barganha entre Executivo e base aliada.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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