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segunda-feira, janeiro 18, 2021

Intolerância zero

Em discurso, sexta-feira, no Senado, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), ao responder a carta do presidente do STF, Gilmar Mendes, na qual o magistrado reclama da expressão “o Supremo é um arquivo morto” usada por Simon ao se referir àquele tribunal. Para Simon, porém, os números citados por Mendes, em sua carta, confirmam a impunidade em relação aos parlamentares: “Não tenho nenhuma dúvida quanto às absolvições; me refiro aos casos que não andam, sem condenação ou absolvição, aliás, condenação nunca houve, simplesmente”, destacou o senador, que sugeriu a criação de uma comissão especial para analisar as causas da corrupção no Brasil, como a que funcionou durante o governo Itamar Franco e foi extinta pelo presidente FH.

Lula, o errático
Ao defender que a crise não é momento para trabalhadores reivindicarem aumentos de salários, o presidente Lula revela incapacidade de compreender o caráter e a gravidade da situação em que se encontra o país e dá pistas das razões das limitações do arsenal utilizado por seu governo para encarar a recessão. O discurso de “apertar os cintos” soma-se à defesa da manutenção da “responsabilidade fiscal” e a uma tímida e insuficiente queda da taxa básica de juros (Selic).
Todos esses movimentos indicam que Lula não entende que, na origem da crise, lá fora e aqui, encontra-se a brutal concentração de renda nas mãos de rentistas e especuladores. E que a substituição das indispensáveis medidas distributivas por mecanismos criativos de crédito transformou o mundo num cassino mundial, como o próprio presidente repete em seus discursos.
Mas se o modelo não sofrer uma mudança de 180 graus, o mero restabelecimento de crédito num mundo de renda concentrada vai repetir o processo de criação de novas bolhas, dando continuidade ao círculo vicioso que hoje faz o mundo tremer.

Soberano
Será neste sábado o lançamento em São Paulo do livro Brasil Soberano, de Marcos Coimbra, colaborador do MM. Pelo sucesso do evento carioca, quinta passada, é melhor chegar cedo para conseguir um bom lugar na fila de autógrafos. Será no Nacional Club (R. Angatuba, 703- Pacaembu- SP).

Bric na serra
Os países do Bric são o tema da primeira palestra do ciclo que a Secretaria de Assistência Social e Promoção de Pati do Alferes, juntamente com a ONG Pé de Planta, realizam nos próximos dois meses. Osvaldo Nobre, autor do livro Bric ou RIC – Soberania ou Submissão, será o palestrante, nesta segunda-feira, às 19h, no Centro Cultural do município do Sul Fluminense.

Sinistro
Os funcionários do IRB-Brasil Re paralisam suas atividades nesta segunda-feira. A categoria alega que a diretoria da empresa sequer respondeu aos pleitos apresentados na proposta de Acordo Coletivo de Trabalho de 2009, entregue em dezembro de 2008. Além disso, eles cobram diretrizes mais claras por parte da direção para a atuação da resseguradora no novo cenário do mercado de resseguro. Por conta da defasagem salarial em relação a outras estatais, o índice de rotatividade dos admitidos em concursos desde 2004 é superior a 30%.

Pista
O Ex-blog, do ex-prefeito do Rio Cesar Maia, divulga notícia publicada pelo Correio Brasiliense em 14 de maio de 2007, sobre excessos de gastos do Governo Federal em obra do Pan-americano. “O caso com maior grau de inflamação, por ora, é a obra do Centro Esportivo Deodoro, área instalada dentro da Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, onde serão disputadas as provas de hipismo, hóquei, pentatlo, tiro e arco. A construção, a cargo da empreiteira Camargo Corrêa, é a única totalmente tocada com dinheiro do Governo Federal. Com mais de R$ 100 milhões envolvidos, ela não só está atrasada. Seus custos ultrapassaram todos os limites previstos, inclusive aquele em que um gasto público deixa o território da legalidade e esmaece sob um nevoeiro de odor forte e desagradável”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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