Investidor optou por renda fixa de menores prazos no 1º tri

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Carteira de Investimentos. Foto divulgação
Carteira de Investimentos (foto divulgação)

O investidor segue evitando o risco. Os índices de renda fixa de menores prazos apresentaram resultados melhores no primeiro trimestre de 2026. É o que mostra o desempenho dos subíndices do IMA – carteira que consolida o resultado dos títulos públicos marcados a mercado, que apresentou rentabilidade de 3,07% no período.

“O comportamento dos indicadores reflete o posicionamento mais defensivo dos investidores diante dos possíveis impactos da guerra no Oriente Médio e dos desafios que empresas vem enfrentando no Brasil nas últimas semanas” afirmou Marcelo Cidade, economista da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O principal destaque foi o IMA-B 5, que acompanha as NTN-Bs com vencimento de até cinco anos e acumulou alta de 3,87% até março. Com liquidez média de três anos, o indicador superou com folga o IMA-B 5+ (NTN-Bs com vencimento acima de cinco anos), que registrou rentabilidade acumulada de 2,29% no ano.

Em relação aos prefixados, o IRF-M 1, que mede o desempenho dos títulos com prazo de até um ano, avançou 3,28% no período. Enquanto o IRF-M 1+, que reúne os papéis acima de um ano, rendeu 2,02% no trimestre. O IMA-S, composto pelas LFTs (títulos pós-fixados atrelados à taxa básica de juros) com vencimento em um dia, apresentou ganhos de 3,49% no primeiro trimestre.

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Debêntures

Em relação ao crédito privado, o IDA, que consolida o desempenho das debêntures, acumulou valorização de 2,32% nos três primeiros meses de 2026. “O mercado de crédito corporativo também foi afetado pela maior cautela dos investidores nos últimos meses, movimento que se intensificou em março, quando os títulos que compõem o IDA passaram a registrar quedas mais expressivas”, explica Cidade. Ainda assim, todos os subíndices fecharam o trimestre no positivo.

O melhor desempenho foi registrado pelo IDA IPCA Ex-Infraestrutura, que replica a carteira de debêntures sem isenção fiscal, com alta de 3,36% no trimestre. O IDA-DI, composto por debêntures atreladas à taxa DI, teve rendimento de 2,63%. Já o IDA IPCA Infraestrutura, que acompanha as debêntures incentivadas, cresceu 1,96% no período.

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