Investidor pode ter rentabilidade em obras de Di Cavalcanti

Mercado avaliado em US$ 1,7 trilhão, o segmento de obras de arte movimentou nos últimos 10 anos entre US$ 50 e 70 bilhões em vendas no mundo. No Brasil, ele movimenta anualmente algo em torno de R$ 1,3 bilhão.

A fintech Hurst Capital está realizando sua segunda operação com obras de arte. Com rentabilidade prevista de 16,06% ao ano, pinturas das décadas de 1950 e 1960 de Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (1897-1976), podem ser uma opção de aplicação.

O acervo está à disposição dos investidores desde a última quinta-feira (09). O valor total da captação é de R$ 1.152.000. Como o aporte mínimo é de R$ 10 mil, a oportunidade está disponível para no máximo 115 pessoas. O prazo é de 18 meses e a rentabilidade projetada é de 16,06% ao ano em um cenário base. No cenário mais pessimista a rentabilidade esperada é de 9,65% a.a e, no mais otimista, de 23,65%, estima a Hurst.

Faltando apenas cinco meses para comemoração do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, a Hurst Capital, plataforma de ativos alternativos da América Latina, adquiriu duas obras de Di Cavalcanti, ícone do evento e um dos pintores brasileiros mais celebrados no mundo, para que qualquer pessoa possa investir. As obras “Cena de Carnaval”, da década de 1950, e “Paisagem Marinha”, dos anos 1960 foram adquiridas em uma galeria por um valor 20% abaixo do seu valor de mercado.

Valorização

A expectativa de valorização foi calculada com base no histórico analisado das transações ocorridas em leilões públicos nos últimos 23 anos. Foram avaliadas 1014 transações de venda ocorridas em leilões públicos entre os anos de 1997 e 2021.

“Di Cavalcanti é um dos maiores pintores e figura marcante da cultura brasileira do século 20. E esse mercado é atrelado a demandas da parcela da população denominada high net-worth individuals, ou seja, pessoas com mais de 1 milhão de dólares em patrimônio, o que reduz muito o risco da operação”, afirma Arthur Farache, CEO da Hurst.

Farache diz que, além do histórico de transações e do fato de Di Cavalcanti ser um artista renomado, cujo trabalho é facilmente comercializado nos principais mercados como Nova Iorque, Paris, Londres e São Paulo, existem outros fatores que influenciam a valorização dos quadros adquiridos, como a própria escassez de suas obras.

Tela em chamas

O CEO lembra que em 2012, o apartamento do marchand romeno Jean Boghici, na época com 84 anos e um dos maiores colecionadores de arte do Brasil, pegou fogo. As chamas destruíram o quadro “Samba” (1925), de Di Cavalcanti, que era avaliado naquele momento em R$ 50 milhões.

“A celebração dos 100 anos da Semana de Arte de 1992 também deve contribuir para a valorização das obras dos artistas modernistas. Além disso, o simples fato de as duas pinturas terem sido compradas com valor 20% inferior ao preço de mercado, já colabora para que os investidores tenham bons retornos”, afirma o associado de Obras de Arte da Hurst, Augusto Salgado.

Esta é a segunda operação com obras de arte realizada pela Hurst. A primeira ocorreu em junho com três obras de Abraham Palatnik, considerado um dos maiores artistas plásticos brasileiros e pioneiro da arte cinética no mundo. A operação da Hurst com suas obras foi considerada um sucesso, já que foi concluída em apenas 15 dias, metade do tempo previsto.

Leia também:

Supermercados receberão caixas eletrônicos de bitcoin

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

Avanço da carteira de crédito de pessoas físicas

O saldo total da carteira de crédito deve crescer 1,6% em agosto, registrando o sétimo avanço mensal seguido. Apesar do bom resultado esperado para...

BTG negocia novo ETF internacional na bolsa paulista

Ocorreu na última sexta-feira (17) o toque de campainha que marcou o início de negociação das cotas de mais um ETF internacional na B3,...

Últimas Notícias

Queiroga ficará em quarentena em NY

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não volta por enquanto ao Brasil. O motivo não foi o gesto obsceno que fez com o dedo,...

Startup de inteligência artificial terá acesso ao hub de dados da B3

A 4KST, fintech de inteligência artificial, com foco em eficiência financeira, e a B3 anunciaram nesta terça-feira um acordo com foco em compartilhamento e...

BNDES: R$ 166 milhões para linhas de transmissão da Energisa Tocantins

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 166 milhões para a Energisa Tocantins Transmissora de Energia (Grupo Energisa),...

UE tenta expandir oportunidades no oeste da China

Nos primeiros oito meses de 2021, o volume comercial entre a China e a União Europeia (UE) aumentou 32,4% ano a ano. O volume...

Deputados querem venda direta de etanol aos postos

Em audiência pública da Comissão de Minas e Energia, realizada nesta terça-feira, deputados defenderam a aprovação da Medida Provisória 1063/21, que autoriza produtores e...