O ano passado foi muito bom para os Índios da Costa. Com um banco múltiplo que apresentava prejuízo, de uma hora para outra fizeram um lançamento de ações e, quase no final do mês de junho, captaram R$ 573,52 milhões. Aproveitando a badalação com a Telebrás, se desfizeram de uma posição de 26 bilhões de ações preferenciais, obtendo um lucro bruto de R$ 16 milhões. E na abertura de capital da Bovespa também tiveram um lucro bruto de R$ 129 milhões. Bem, como haviam previsto um resultado de R$ 145 milhões para aquele exercício, viram o montante chegar a R$ 236 milhões, por causa desses ganhos extraordinários. Agora, estão prevendo um lucro de R$ 250 milhões para este ano. Como? Essa é a pergunta de analistas e investidores, pois sabem que o banco só possui 16 bilhões de ações ordinárias da Telebrás que, sem um movimento especulativo forte, não devem proporcionar bom resultado.
Alguns dos 4.188 acionistas, paralelamente, se mostram preocupados com o marketing adotado pelo Cruzeiro do Sul. Acham que uma instituição cujo forte é o crédito consignado deveria buscar seu público, os aposentados e os pensionistas. Por essa razão, não entenderam a realização de um convescote no litoral baiano, para o qual foram convidados paulistas colunáveis. E o pitoresco, os cariocas colunáveis foram esquecidos.
Os analistas do HSBC até que foram suaves na análise que provocou a redução do preço-alvo, apesar de baixarem o objetivo de R$ 22 para R$ 11,50, ainda o deixaram em nível bem elevado. A propósito, quem adquiriu ações do Cruzeiro do Sul está perdendo 39,48% do capital investido desde junho do ano passado; registrou perdas de 24,23% apenas neste ano; e ficou sem 30,87% somente no mês de março.
Neste ponto, Magliano tem razão, quando lembra de Kant: se os direitos humanos dos investidores tivessem sido respeitados e todos tivessem sido esclarecidos, ninguém perderia tanto no banco dos Índios. Só que Magliano só agora lembrou do Kant.
Vulcabras vai fechar o capital da Azaléia
Apesar de ter apenas 420 acionistas que não pertenciam ao grupo do controle, a Calçados Azaléia enfrentou os elevados custos, mas manteve durante anos o status de empresa aberta. Agora, o novo controlador, a Vulcabrás, protocolou na Comissão de Valores Mobiliários uma oferta pública para adquirir 298,33 mil ações preferenciais e 15,04 mil ordinárias que ainda se encontram em poder dos minoritários. Alem disso contratou a Hirashima & Associados Consultoria em Transações Societárias para elaborar a avaliação econômico-financeira das operações e determinar o preço justo unitário das ações que serão adquiridas.
Êpa, a CVM permite que um controlador peça para fechar o capital de uma controlada sem saber o quanto terá de pagar pelas posições dos pequenos acionistas?
Citi eleva recomendação da CCR
Os analistas da Citi Investment Research, do Citigroup, elevaram de “vender” para “manter”, a recomendação para as ações ordinárias da Companhia de Concessões Rodoviárias. Os técnicos acham que a ação pode ser considerada “defensiva”, pois têm um “algum potencial de valorização”, com base nas concessões que a companhia possui; por ter um fluxo de caixa “previsível” e um dividendo “razoável”.
NPriori















